Política

Cobertura em AL onde Collor cumpre pena está penhorada

Após penhora, Collor firmou um novo acordo para pagar a dívida parceladamente até 2028, evitando a venda do imóvel em leilão  |  Arquivo / Agência Brasil

Publicado em 03/05/2025, às 12h15 - Atualizado às 12h17   Arquivo / Agência Brasil   Yuri Pastori

A cobertura duplex número 602 do edifício Residencial Chateau Larousse, que está localizado à beira-mar da praia de Jatiúca, em Maceió, local que se tornou a prisão do ex-presidente Fernando Collor, está penhorada. A penhora é resultante de uma dívida trabalhista de R$ 314 mil (em valores atuais) a um ex-funcionário da TV Mar, empresa da Organização Arnon de Mello (OAM) formada por vários veículos de comunicação em Alagoas.

Após a empresa descumprir um acordo judicial, o pedido de penhora foi aceito em 30 de outubro do ano passado pela juíza Thais Costa Gondim, da 6ª Vara do Trabalho. O imóvel, comprado em 2006 por Collor, foi omitido da declaração de bens entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2022, quando ele concorreu ao cargo de governador e perdeu.

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Collor pediu um novo acordo trabalhista, que foi homologado em 18 de março, para evitar a venda do imóvel em leilão. O trabalhador aceitou receber o valor parcelado até fevereiro de 2028. A cobertura que tem área aberta com piscina, bar e terraços, avaliada em R$ 9 milhões, ainda servirá de garantia para pagamento.

A defesa de Collor não se manifestou ao portal Uol sobre a penhora do apartamento. O advogado Mário Humberto Lobo afirmou que "as declarações de IRPF" do ex-presidente "estão em conformidade com as legislações cível e tributária vigentes".

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