Política
Publicado em 25/03/2025, às 17h43 Gustavo Moreno / STF Henrique Brinco
O ministro Alexandre de Moraes contestou o argumento da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados de que não tiveram acesso aos documentos das investigações sobre a suposta tentativa de golpe de Estado. Durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (25), o magistrado apresentou registros que comprovam múltiplos acessos dos advogados ao material do processo.
"Não me parece que o Ministério Público aqui tenha se utilizado de qualquer prova ou indício que a defesa não tenha tido acesso também", afirmou o ministro. Segundo ele, os advogados dos investigados acompanharam as investigações desde o início, independentemente de eventuais trocas de representantes ao longo do tempo.
Para reforçar sua argumentação, Moraes listou os nomes dos acusados e afirmou que seus advogados acessaram o conteúdo dos autos em diversas ocasiões.
“Para não ficar citando e cansá-los, eu fiz no voto, que distribuirei à vossa excelência, cada vez que houve acesso às investigações às datas dos advogados de Alexandre Ramagem, Almir Garnier Santos, Anderson Torres, Augusto Heleno, Jair Messias Bolsonaro, Mauro César Barbosa Cid, Paulo César Nogueira de Oliveira, Walter Souza Braga Netto”, declarou.
O ministro destacou ainda que os advogados exerceram plenamente o direito de consulta ao material reunido pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. “Foram inúmeros e inúmeros, como tem absoluto direito os advogados, acessos sempre a todas as provas e todos os documentos juntados aos autos”, concluiu Moraes.
O julgamento, que ocorre na Primeira Turma do STF, analisa se Bolsonaro e outros sete investigados se tornarão réus por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.