Política

Concessionária de luxo vira alvo da PF após transações suspeitas ao Careca do INSS

Relatório do Coaf apontam que foram feitas mais de R$56 milhões em transações ao Careca do INSS  |  Divulgação/ Aielo Motors

Publicado em 05/02/2026, às 18h58   Divulgação/ Aielo Motors   Redação Bnews

Uma concessionária de veículos de luxo virou alvo da Polícia Federal, após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), identificar diversas transações suspeitas que, somadas, chegam a R$56,6 milhões. De acordo com o Metrópoles, a concessionária era usada pelo lobista conhecido como Careca do INSS.

O valor das transações, ocorridas entre outubro de 2023 e maio de 2024, constam no relatório do Coaf, que integra o inquérito da Operação Sem Desconto, responsável por investigar o esquema de fraudes do INSS.

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A concessionária citada trata-se da Aielo Mortos e está localizada na Vila Olímpia, em São Paulo, e está sob investigação devido a suas transferências para Antônio Carlos Camilo Antunes (o Careca do INSS). Conforme o relatório, foram transferidos  mais de R$ 1 milhão em movimentações suspeitas para a empresa do lobista, a  Prospect Consultoria Empresarial.

Segundo a PF, a empresa era utilizada pelo lobista para o pagamento de propinas a autoridades do INSS e do Ministério da Previdência.

“As comunicações de operações financeiras que compõem os RIFs [Relatórios de Inteligência Financeira] não informam todas as operações ocorridas nas contas comunicadas, mas apenas as operações identificadas pelos comunicantes com indícios de serem ocorrências de lavagem de dinheiro ou outro ilícito no período informado na própria comunicação”, diz o trecho do relatório.

Ao Metrópoles, Victor Aielo, dono da concessionária, alegou desconhecer os fatos apresentados e o conteúdo do relatório do Coaf e negou qualquer irregularidade.

Nunca fui questionado sobre essas supostas alegações, nem tenho ciência da existência de Coaf em meu nome ou de minha empresa, uma vez que nunca fui procurado por qualquer autoridade competente. Opto por deixar para comentar depois que for oficialmente notificado por órgão público”

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