Política
Publicado em 06/10/2026, às 17h58 Agência Câmara de Notícias Cauan Borges
A maior parte dos congressistas eleitos nas eleições de 2026 declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possuir patrimônio superior a R$1 milhão. Dos 567 parlamentares escolhidos para a Câmara dos Deputados e o Senado, 61% informaram ter pelo menos esse valor em bens.
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Entre todos os candidatos que disputaram uma vaga no Congresso Nacional, os milionários representam uma parcela menor. Ao todo, 7.582 candidaturas foram registradas, sendo que cerca de 20% dos postulantes declararam patrimônio de R$1 milhão ou mais.
A concentração de patrimônios elevados é ainda maior entre os senadores. Dos 54 eleitos para a Casa, 41, o equivalente a 76%, informaram ao TSE possuir mais de R$1 milhão em bens. Na Câmara dos Deputados, embora o percentual seja um pouco menor, a maioria dos eleitos também declarou patrimônio milionário. Dos 513 deputados federais escolhidos nas urnas, 60% informaram possuir mais de R$1 milhão.
Entre os congressistas eleitos, Jadyel Alencar (Republicanos-PI) apresentou a maior declaração de bens, com R$107 milhões. Reeleito para um segundo mandato, o parlamentar ocupa atualmente a presidência da Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara.
Na sequência aparece Duda Ramos (Podemos-RR), que declarou patrimônio de R$78 milhões e também garantiu uma segunda passagem consecutiva pela Câmara. Newton Bonin (Republicanos-PR), com R$75 milhões declarados, completa a lista dos três eleitos com os maiores patrimônios.
Considerando a média dos bens declarados pelos deputados eleitos, o Avante aparece na primeira posição entre os partidos. A legenda elegeu cinco parlamentares, dos quais quatro declararam patrimônio superior a R$1 milhão. A média dos bens dos integrantes da bancada chega a R$14 milhões.
Entre os deputados do Avante, Neto Carletto (BA) apresentou a maior declaração, com R$ 34 milhões em patrimônio. O PSDB aparece na segunda colocação, com média de R$ 11 milhões em bens declarados por seus congressistas. A legenda elegeu 13 parlamentares em 2026.
Na outra ponta está o PSOL, partido cujos eleitos apresentaram a menor média patrimonial. Os 14 congressistas da sigla declararam, em média, R$237 mil em bens. Apesar da predominância de patrimônios elevados entre os eleitos, 2.348 candidatos que disputaram uma vaga no Congresso não declararam nenhum bem ao TSE.
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