Política

COP-16: Órgão que defende povos indígenas é criado em conferência

A COP 16 foi uma continuação do acordo histórico firmado na última edição da conferência, o GBF, em 2022, no Canadá  |  Mario Vilela/Funai

Publicado em 02/11/2024, às 16h31   Mario Vilela/Funai   Cauan Borges

Um órgão subsidiário que incluirá os povos indígenas em futuras negociações e decisões sobre conservação da natureza foi criado pelos delegados da 16ª Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP 16), em Cali, na Colômbia, na noite da última sexta-feira (1º).

“A decisão reconhece e protege os sistemas de conhecimento tradicionais dos povos indígenas e comunidades locais para o benefício da gestão da biodiversidade em níveis global e nacional", disse Sushil Raj, diretor executivo do Programa Global de Direitos e Comunidades da Wildlife Conservation Society.

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O órgão será formado por dois co-presidentes eleitos pela COP: um indicado pelas partes da ONU e outro por representantes de povos indígenas e comunidades locais. Pelo menos um dos co-presidentes será selecionado de um país em desenvolvimento, levando em consideração o equilíbrio de gênero, diz o documento.

Uma moção que reconhece a importância do papel dos povos de ascendência africana na proteção da natureza também foi adotada nesta sexta-feira.

“Com esta decisão, o valor do conhecimento tradicional dos povos indígenas, afrodescendentes e comunidades locais é reconhecido, e uma dívida histórica de 26 anos na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) é liquidada”, publicou Susana Muhamad, ministra do Meio Ambiente da Colômbia e presidente da COP16, no X (ex-Twitter), após o anúncio.

A COP 16 foi uma continuação do acordo histórico firmado na última edição da conferência, o GBF, em 2022, em Montreal, no Canadá. O acordo inclui 23 medidas para salvar a vida vegetal e animal da Terra, incluindo a proteção de 30% do planeta e 30% dos ecossistemas degradados até 2030.

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