Política

CPI do Crime Organizado: enquanto Galípolo confirma presença, Campos Neto deve faltar

Parlamentares querem ouvir atual e ex-presidente do Banco Central  |  Wilson Dias / Agência Brasil

Publicado em 07/04/2026, às 13h35   Wilson Dias / Agência Brasil   Redação

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, confirmou que vai comparecer à CPI do Crime Organizado, nesta quarta-feira (8). A presença foi anunciada pelo senador Fabiano Contarato e confirmada também pela assessoria do próprio Galípolo.

“O presidente do Banco Central confirmou presença na manhã desta terça-feira”, disse Contarato. Diferentemente de outros alvos da CPI, Galípolo foi chamado na condição de convidado, o que torna sua ida facultativa.

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O requerimento aprovado pela comissão, de autoria do senador Eduardo Girão (Novo-RN), explicita o foco da oitiva e associa o depoimento ao caso do Banco Master. A justificativa menciona diretamente reunião no Palácio do Planalto de Galípolo com Daniel Vorcaro, fundador do banco. 

Na mesma sessão, a CPI também espera ouvir o ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, que foi convocado — condição que, em tese, obriga o comparecimento.

Nos bastidores, porém, a expectativa é de ausência. Campos Neto já recorreu ao STF em outras ocasiões para garantir o direito de não comparecer e obteve decisões favoráveis.

CORRIDA CONTRA O TEMPO

Os membros da CPI correm contra o tempo para a confecção do relatório final, já que os trabalhos do colegiado se encerram no próximo dia 14 e enfrenta incerteza sobre a prorrogação.

O relator, Alessandro Vieira, tenta destravar uma saída negociada com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com quem deve se reunir nesta terça-feira.

No entorno de Alcolumbre, a avaliação é de que a extensão é pouco provável, diante do calendário eleitoral e da resistência em manter CPIs em funcionamento neste momento.

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