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Senado intensifica apurações do caso Banco Master e mira depoimentos de Vorcaro e Galípolo

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Comissão do Senado busca esclarecer fraudes financeiras do Banco Master com depoimentos de Vorcaro e Galípolo  |   Bnews - Divulgação Edilson Rodrigues/Agência Senado
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 10/02/2026, às 14h50



A Comissão do Senado criada para acompanhar as investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master, que se tornou um dos maiores episódios de fraudes financeiras recentes no país, ampliou sua atuação e já busca formalizar depoimentos de Daniel Vorcaro, controlador da instituição, e de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central (BC), no âmbito das apurações.

O grupo de trabalho instituído pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), sob coordenação do senador Renan Calheiros (MDB-AL), passou a articular um cronograma de oitivas com figuras centrais no caso — entre elas o próprio Vorcaro, cujo depoimento já foi objeto de discussões sobre datas e condições de comparecimento, e Galípolo, considerado peça-chave para esclarecer a condução do BC no processo de supervisão e liquidação do Master.

A investigação parlamentar ocorre paralelamente à apuração no Supremo Tribunal Federal (STF) e pela Polícia Federal. Vorcaro, que cumpre prisão domiciliar, teve sua jornada ao centro das investigações após a operação Compliance Zero, que apurou supostas fraudes envolvendo o banco, e enfrenta forte pressão para esclarecer contratos de empréstimos consignados sem autorização de aposentados e pensionistas.

A CPI que apura irregularidades no INSS já marcou o depoimento de Vorcaro, embora a data tenha sido readequada para o fim de fevereiro, depois de pedidos de adiamento feitos pela defesa sob a justificativa de questões de saúde e logística vinculadas à prisão domiciliar do banqueiro.

A comissão chegou a recorrer ao STF para garantir sua presença, destacando a necessidade de explicações sobre os cerca de 250 mil contratos de consignado em análise. Vorcaro também tem enfrentado outras dificuldades no curso das investigações: em depoimentos anteriores à Polícia Federal, optou por não fornecer a senha de seu telefone apreendido, sob argumento de preservar informações pessoais, e negou irregularidades nas supostas fraudes.

Do outro lado das atenções está Gabriel Galípolo, à frente do Banco Central, que torna-se alvo de pedidos de esclarecimento por parte do grupo do Senado sobre a atuação da autarquia na crise do Master. Parlamentares querem questionar tanto o momento da intervenção e liquidação do banco quanto possíveis falhas de supervisão.

Galípolo pode ser convocado a depor na comissão para detalhar ações do BC diante de alertas de riscos e inconsistências no balanço do Master, que culminaram na liquidação da instituição e em impactos econômicos amplos.

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