Esporte

Fábio Mota afirma que Vitória foi prejudicado e dispara contra arbitragem: “Desequilibrou a partida completamente"

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O presidente do Vitória, Fábio Mota, fez duras críticas à arbitragem após a partida contra o Palmeiras, nesta quarta-feira (29)  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Luiz Guilherme / BNews
Leonardo Oliveira e Luiz Guilherme

por Leonardo Oliveira e Luiz Guilherme

Publicado em 30/07/2026, às 00h01



O presidente do Vitória, Fábio Mota, fez duras críticas à arbitragem após a partida contra o Palmeiras, nesta quarta-feira (29), que terminou com triunfo alviverde por 4 a 0 e dois defensores rubro-negros expulsos. De acordo com o mandatário, o clube foi prejudicado em um lance envolvendo o zagueiro Cacá. Em tom de protesto, ele disse que o jogo foi “triste” e que a atuação do árbitro influenciou diretamente no resultado.

“Essa noite triste, decepcionante pra torcida que veio aqui. O Brasil viu o jogo, ainda bem que o Brasil viu o jogo. Então, o Cacá levou cinco pontos no queixo. Os cinco pontos no queixo que o Cacá levou não foi por acaso, não foi por ser intencional, que foi relatado pelos, pelos jogadores, foi que o árbitro disse que não foi intencional. Intencional não, os cinco pontos foram no queixo e isso desequilibrou a partida, completamente”, afirmou Fábio Mota.

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Segundo o presidente, o Vitória era superior no momento da partida e tinha 70% de posse de bola. Para ele, a não expulsão do adversário após a agressão ao jogador rubro-negro foi determinante para mudar o rumo da partida. “O Vitória era melhor, tinha 70% de posse de bola, estava fazendo um grande jogo, certo? E houve o desequilíbrio a partir do momento que não teve a expulsão, pela agressão feita ao Cacá”, comentou.

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O dirigente também comparou o episódio a uma situação vivida pelo clube na temporada passada, citando o duelo contra o Flamengo. Ele ainda destacou as dificuldades de se fazer futebol no Nordeste. “Passamos por isso o ano passado com o Flamengo, situação idêntica, análoga, estamos acostumados”, declarou. “Não quero me vitimizar, mas é difícil fazer futebol no Nordeste. Você já tem um investimento menor, você já viaja mais e tem que passar por esse tipo de coisa”, complementou.

Como forma de protesto, o Vitória não realizou coletiva com o treinador nem zona mista após a partida. “Estamos soltando uma nota do Vitória e vamos fazer a representação”, finalizou Fábio Mota.

Confira a nota oficial do Vitória:

"O Esporte Clube Vitória vem a público manifestar sua absoluta indignação e revolta com a atuação da equipe de arbitragem na partida deste domingo contra o Palmeiras, no Barradão, especialmente do árbitro de campo, Sr. Alex Gomes Stefano, e do árbitro de vídeo, Sr. Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira.

Aos 25 minutos do primeiro tempo, o atleta Maurício, do Palmeiras, desferiu uma cotovelada no queixo do zagueiro Cacá, em um lance claro de agressão. A gravidade da ação resultou em um corte que exigiu a aplicação de cinco pontos em nosso atleta. Ainda assim, mesmo diante da evidência do lance, a arbitragem optou por não expulsar o atleta, além disso, o árbitro de vídeo não recomendou a revisão do lance. Tal decisão da arbitragem teve impacto direto no andamento da partida e em seus desdobramentos.

Diante da gravidade dos acontecimentos, o Esporte Clube Vitória informa que formalizará representação junto à Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O Esporte Clube Vitória seguirá defendendo seus interesses e os de sua torcida, exigindo respeito dentro e fora das quatro linhas".

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