Economia & Mercado

Gigante dos materiais de construção fecha megalojas e demite funcionários em todo o Brasil

Reprodução/Redes sociais/Unsplash
Famosa rede de materiais de construção reduziu de 51 para 44 unidades entre maio e julho  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais/Unsplash
Antonio Dilson Neto

por Antonio Dilson Neto

Publicado em 13/09/2026, às 20h27



A Sodimac, uma das maiores redes de materiais de construção do Brasil, fechou sete megalojas entre maio e julho de 2026 e reduziu em quase 14% sua operação no país. A empresa, pertencente ao grupo chileno Falabella, passou de 51 para 44 unidades em funcionamento após a reestruturação.

Os encerramentos ocorreram em São Paulo, incluindo uma unidade na capital e lojas no interior do estado. Funcionários das unidades afetadas foram demitidos, mas a empresa não informou o número total de desligamentos.

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O movimento representa o maior corte no número de lojas da Sodimac no mercado brasileiro desde a fase de expansão acelerada da companhia no país, iniciada em 2013, segundo informações do portal iG.

Entre as unidades que deixaram de funcionar está a Sodimac Dicico do Praiamar Shopping, em Santos. A loja encerrou as atividades em 30 de maio, depois de mais de 26 anos de operação no centro de compras, inaugurado em abril de 2000.

Em Mogi Guaçu e Guaratinguetá, as lojas foram fechadas em meados de maio. Já a unidade de Santa Bárbara d’Oeste, localizada no bairro Jardim Mollon, encerrou as atividades em junho.

Motivos

A decisão ocorre em meio a um período de dificuldades para o varejo de materiais de construção, marcado por oscilações na demanda, aumento dos custos e juros elevados.

A própria Sodimac classificou o movimento como parte de uma revisão periódica de desempenho de suas operações. Segundo a companhia, a estratégia busca direcionar recursos para unidades com maior potencial de retorno.

A empresa também citou a necessidade de adequar sua estrutura às condições do mercado brasileiro.

O cenário do setor vem sendo pressionado pela combinação de demanda mais instável e encarecimento dos insumos utilizados na construção. Os juros elevados também dificultam o acesso ao crédito e podem adiar decisões de consumidores relacionadas a reformas e obras.

Após os sete fechamentos, a Sodimac mantém 44 unidades no Brasil. Todas estão concentradas no estado de São Paulo. Apesar da redução, a companhia afirma que não há previsão de novos fechamentos no país.

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