Economia & Mercado

Trabalhadores dos Correios seguem em greve por tempo indeterminado

Marcelo Camargo/ Agência Brasil
O principal ponto de discórdia entre os Correios e os trabalhadores gira em torno do plano de saúde  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Cibele Gentil

por Cibele Gentil

Publicado em 12/09/2026, às 09h58



Os trabalhadores dos Correios seguem com as atividades paralisadas por tempo indeterminado. A greve foi deflagrada na noite da última quinta-feira (10), às 22h, e interrompeu as atividades da empresa por todo o país a partir desta sexta-feira (11).

Conforme informações da Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), a decisão pelo movimento por conta de não terem conseguido chegar a um acordo com a entidade patronal durante as negociações da campanha salarial deste ano.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Segundo os representantes dos trabalhadores, a paralização das atividades acontece depois de várias rodadas de negociações. As pautas chegaram a ser debatidas em reuniões de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), sem que, contudo, houvesse um acordo entre os dois lados.

Impasse sobre o plano de saúde

Do ponto de vista dos empregados, apesar das tentativas empenhadas para buscar uma solução através do diálogo, os Correios não cederam às reivindicações sobre uma pauta considerada fundamental pela categoria. Para os trabalhadores, o principal impasse para o acordo gira sobre a questão do plano de saúde para os ativos, aposentados e suas famílias.

Conforme uma publicação da Agência Brasil, a federação teria se posicionado sobre o tema. A Findect se pronunciou afirmando que “a direção dos Correios insiste em alterar sua condição de mantenedora do plano, proposta que preocupa a categoria pelos riscos que pode trazer ao custeio e à garantia da assistência médica”.

A entidade também informou que segue acompanhando o movimento, enquanto aguarda uma resposta da direção dos Correios e do governo federal. A federação espera por um retorno que atenda às reivindicações dos trabalhadores: “A categoria exige uma proposta que preserve direitos, proteja o plano de saúde e respeite quem mantém a empresa funcionando diariamente em todo o Brasil”.

Impacto no plano de recuperação

Conforme a análise sobre o assunto publicada pela Veja Negócios, a greve nacional dos trabalhadores dos Correios atingiu uma das principais premissas do plano de recuperação da estatal. A empresa fez uma previsão de economizar 700 milhões de reais por ano, a partir de 2027, baseada justamente na reestruturação do plano de saúde dos funcionários.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)