Política
Publicado em 13/04/2022, às 08h26 - Atualizado às 08h33 Marcos Oliveira/Agência Senado Redação
Nos últimos 10 anos, o número de queixas formais entre colegas de Câmara dos Deputados cresceu 200%. No Senado, a comparação entre 2012 e 2021 revela incremento de 1.200%. Os dados são de um levantamento feito pelo Estadão com base nas denúncias encaminhadas aos respectivos Conselhos de Ética e Decoro Parlamentar.
Casos recentes envolvendo políticos como a ex-deputada Flordelis, Arthur do Val, Gabriel Monteiro e Daniel Silveira, mostram que os casos considerados “quebra de decoro” têm ultrapassado a esfera política, com escândalos financeiros, e partido para questões criminais, sociológicas, comportamentais ou até mesmo ideológicas.
Segundo o levantamento, também é possível identificar na Câmara e no Senado uma lentidão no trâmite das representações. Na Câmara, não há reuniões do conselho desde novembro do ano passado; no Senado, os mandatos dos parlamentares responsáveis por avaliar a conduta de colegas expirou em setembro e não há data para nova eleição.
Atualmente, ao menos 12 ações aguardam tramitação na mesa do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Entre elas, um pedido de cassação de Eduardo Bolsonaro (PL), após debochar, via redes sociais, da tortura sofrida pela jornalista Míriam Leitão durante da ditadura.
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