Política

Deputada denuncia comentários necrófilos após morte de jovem arremessada de ponte

Erika Hilton revelou que acionou a Polícia federal para investigar comentários feitos em redes sociais  |  Reprodução/Redes sociais

Publicado em 15/06/2026, às 16h53 - Atualizado às 17h01   Reprodução/Redes sociais   Héber Araújo

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) usou as redes sociais, nesta segunda-feira (15), para denunciar comentários necrófilos que foram feitos após a morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos. A estudante morreu após ser arremessada, sem corda, de uma ponte no interior de São Paulo, enquanto praticava rope jump.

Nos comentários denunciados pela parlamentar, internautas comentam as roupas que Maria Eduarda usava quando estava viva. Alguns dos comentários chegam a insinuar que possíveis relações sexuais com o corpo da estudante no IML, afirmando que “se juntar os pedaços dá para fazer uma festa”.

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“Estou denunciando à Polícia Federal diversos perfis que incitaram o estup*o, a necrofilia e o vilipêndio do cadáver da jovem Maria Eduarda. É tenebroso que comentários como ‘hoje tem festa no IML’ sejam feitos abertamente e as redes sociais não façam nada”, escreveu Erika.

“Isso é misoginia, isso é incitação e isso é CRIME! Um crime cometido pela internet e cuja responsabilidade de investigação recai sobre a PF. Não podemos permitir que a falta de moderação e de responsabilidade das big techs, que lucram bilhões de dólares, continue a normalizar tantos horrores”, declarou.

🚔 Estou denunciando à Polícia Federal diversos perfis que incitaram o estup*o, a necrofilia e o vilipêndio do cadáver da jovem Maria Eduarda.

Maria Eduarda faleceu aos 21 anos, vítima de um grupo de “rope jump” que atirou o seu corpo de uma ponte sem checar a fixação da corda.… pic.twitter.com/2AH0SWMqe8

— ERIKA HILTON (@ErikakHilton) June 15, 2026

A estudante Maria Eduarda Rodrigues foi arremessada de uma altura de 40 metros na cidade de Limeira, interior de São Paulo, após uma falha de segurança dos instrutores de rope jump, que não verificaram se ela estava presa pela corda. O incidente ocorreu no último sábado (13). Ela sofreu um politraumatismo e foi confirmada morta ainda no local.

Após o ocorrido, a Justiça de São Paulo determinou que os três instrutores responsáveis, Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, fossem presos preventivamente. Os três estão sendo acusados homicídio com dolo eventual e tentativa de fuga.

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