Política
por Natane Ramos
Publicado em 08/04/2026, às 23h45
Nesta quarta-feira (8), a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) defendeu a sua permanência na presidência da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados, após outras figuras políticas declararem que a parlamentar não as representa.
"Algumas deputadas usaram o microfone para dizer ‘Deputada Erika, Vossa Excelência não me representa’, e eu digo graças a Deus. Graças a Deus que eu não as represento", declarou a deputada.
Erika Hilton reforçou a sua intensa trajetória como mulher trans para ocupar o local em que está agora na Câmara. "A minha trajetória enquanto mulher e doa a quem doer o meu gênero e a minha identidade não depende da licença ou da autorização de quem quer que seja", relatou.
A deputada reforçou como os discursos contra sua identidade são antiquados. "Se estão atrasados, se estão presos na Era Medieval que se atende aos novos tempos, onde as pessoas podem ser o que são. Ser mulher é um ato político, é um ato social, é um ato cultural, é uma série de gamas", conclui.
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