Política

Deputada detona Erika Hilton e ameaça acionar Lei Maria da Penha durante discussão: “Força de um homem, não de mulher”

Deputadas discutem condução de trabalhos e críticas à presidência de Erika Hilton, mulher trans  |  Reprodução / TV Câmara

Publicado em 09/04/2026, às 14h30   Reprodução / TV Câmara   Cauan Borges

Uma reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, realizada na quarta-feira (8), foi marcada por um intenso confronto verbal entre as deputadas Rosana Valle (PL-SP) e Erika Hilton (PSOL-SP).

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O embate teve início após críticas feitas por Rosana Valle à condução dos trabalhos sob a presidência de Erika Hilton, primeira mulher trans a comandar o colegiado. A parlamentar do PL questionou, entre outros pontos, a ausência de votação de um requerimento de sua autoria que propunha audiência pública sobre endometriose.

Enquanto mulher, na condição de mulher, a senhora não me representa. Nós estamos aqui para impedir que a comissão se torne, e aliás se tornou, uma comissão de militância ideológica”, disparou.

ASSISTA:

🏛️ Sessão da Comissão da Mulher tem bate-boca entre deputadas.

Rosana Valle (PL-SP) afirmou que poderia acionar a Lei Maria da Penha em caso de confronto com Erika Hilton (Psol-SP). A fala gerou reação no colegiado, com acusações de transfobia. pic.twitter.com/WldiyEms4Z

— Congresso em Foco (@congressoemfoco) April 9, 2026

A discussão se intensificou com novas declarações da deputada, que elevou o tom ao se referir diretamente à colega: “A senhora grita, a senhora fala com uma indignação, parece que vai partir para uma agressão. E falo mais: se a Vossa Excelência vier para cima de mim, para me enfrentar aqui, nós vamos procurar a Lei Maria da Penha porque a senhora tem a força de um homem, não tem a força de uma mulher”, concluiu.

A fala gerou reação imediata de parlamentares presentes, entre elas Fernanda Melchionna (PSOL-RS), que classificou o conteúdo como transfóbico. Diante do clima acalorado, Erika Hilton pediu que suas aliadas evitassem ampliar o conflito: “Não entra nessa, que é a única maneira que algumas pessoas são capazes de aparecer”.

Na sequência, a presidente da comissão rebateu as críticas e classificou a postura da colega como ofensiva; “A Vossa Excelência não pode esperar que eu ouça os horrores. Vossa Excelência disse barbaridades contra mim. Ninguém vai tirar o meu direito de falar enquanto deputada”, afirmou.

Erika também respondeu às críticas sobre seu tom de voz e reforçou sua posição no debate: “Se Vossa Excelência acha que eu grito, eu lhe oriento a comprar um protetor auricular, porque quando eu descer enquanto membra, gritarei o que for necessário. Fui silenciada e calada durante muito tempo, e agora gritarei tudo aquilo que eu acho que é verdade”, declarou.

Classificação Indicativa: Livre


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