Política
Publicado em 11/07/2026, às 14h59 Joilson César / BNews Carolina Papa
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) afirmou que o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), "criou uma indústria da multa" na capital baiana. O posicionamento do parlamentar ocorre após um levantamento feito pelo BNews revelar que a gestão municipal de 2021 até 30 de junho de 2026 já arrecadou mais de meio bilhão em multas de trânsito.
Robinson Almeida aponta que Bruno Reis transformou a Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) em uma “fábrica de arrecadação”. Segundo o deputado, o aumento da arrecadação é resultado da ampliação dos equipamentos eletrônicos de fiscalização, sem que haja o mesmo empenho na orientação dos condutores e na organização do trânsito.
"Foi criada uma verdadeira indústria da multa em Salvador. A gestão Bruno Reis ampliou os chamados 'fotomultadores', colocando muitos deles em locais de pouca visibilidade para os motoristas. Ao mesmo tempo, não existe uma política consistente de educação no trânsito. O foco parece ser arrecadar, e não conscientizar ou preservar vidas", afirmou o deputado.
"A superintendência de trânsito virou uma fábrica de multas e está ausente justamente dos principais gargalos da cidade. Quem passa diariamente pela Avenida Paralela ou pela região do Iguatemi enfrenta engarrafamentos durante todo o dia e não encontra sequer uma viatura da Transalvador orientando o trânsito. O cidadão fica preso no congestionamento, perde tempo no trânsito, enquanto a prefeitura investe cada vez mais em equipamentos para multar e não faz investimentos estruturantes que dê fluidez ao trânsito e melhore a mobilidade na capital", acrescentou.
O petista avalia que a gestão municipal precisa reequilibrar sua política de mobilidade.
"Fiscalizar é importante, mas fiscalizar não pode significar apenas punir. O poder público deve investir em educação, prevenção e organização do trânsito. Quando a arrecadação cresce de forma tão acelerada e os congestionamentos continuam piorando, a população tem razão em questionar se a prioridade da prefeitura é melhorar a mobilidade ou aumentar a receita com multas. Ao que parece Bruno Reis recolheu a segunda opção", concluiu.
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