Salvador

Professor denuncia compra de cação para merenda escolar pela prefeitura de Salvador: "Ciência já provou ser perigoso"

Sea Sherpad
"Estamos falando de um peixe que acumula níveis perigosos de mercúrio", alertou o professor sobre o cação  |   Bnews - Divulgação Sea Sherpad
Carolina Papa

por Carolina Papa

carolina.papa@bnews.com.br

Publicado em 11/07/2026, às 15h58



O professor Jorge Sales rechaçou a compra de cação pela prefeitura de Salvador, administrada por Bruno Reis (União Brasil), para abastecer a merenda escolar da rede municipal. Através de um vídeo no Instagram, o educador afirmou que o gestor tem “ignorado alertas científicos” sobre os malefícios do consumo da carne do animal. 

“A Prefeitura de Salvador quer colocar carne de cação na merenda escolar. O que a ciência já provou ser perigoso, o prefeito Bruno Reis resolveu incluir no edital. Estamos falando de um peixe que acumula níveis perigosos de mercúrio”, escreveu na legenda da publicação. 

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Jorge Salles cita ainda estudos realizados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em 2024, a instituição de pesquisa publicou revisão científica global em que a carne de cação, por conter mercúrio, arsênio, chumbo e cádmio, pode causar prejuízo ao desenvolvimento do cérebro, com possíveis alterações na memória, atenção, linguagem e capacidade de aprendizagem. 

"A Fiocruz já alertou sobre os riscos para o desenvolvimento neurológico infantil, e a Justiça Federal já barrou essa prática em diversos lugares do país justamente para proteger a saúde dos nossos alunos. Por que ignorar os alertas científicos e as decisões judiciais? A merenda escolar precisa ser sinônimo de segurança e nutrição, não de risco”, acrescentou. 

Nesta semana, o BNews revelou com exclusividade a compra de 24 toneladas de cação pela prefeitura de Salvador. O investimento foi de R$ R$ 576 mil. 

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação afirmou “filé de cação integra os cardápios elaborados por nutricionistas, em conformidade com as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e com a legislação sanitária, nutricional e ambiental vigente”.  

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