Política

Deputado que pediu CPI do Banco Master recorre ao STF e acusa Hugo Motta de “omissão”

Deputado criticou a falta de ação da Câmara dos Deputados e pediu investigação sobre as doações milionárias do Banco Master  |  Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Publicado em 12/03/2026, às 17h00   Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados   Bruna Rocha

Autor do requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master, o deputado federal Rodrigo Rollemberg afirmou, nesta quinta-feira (12), que vai recorrer da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, que negou a instalação da comissão em um processo movido na Corte.

O parlamentar também destacou que o pedido apresentado à Justiça é semelhante ao que ocorreu durante a pandemia, quando foi solicitada a instalação da CPI da Covid.

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“Também o prazo entre o pedido de requerimento, o pedido de instalação da CPI e o mandado de segurança é praticamente o mesmo que foi feito lá atrás com a CPI da Covid, quando o próprio Supremo Tribunal Federal decidiu que ela deveria ser instalada. Portanto, há uma contradição nessa decisão”, afirmou.


Rollemberg classificou como “vergonha” a suposta “omissão” da Câmara diante do caso. “[A Casa está] omitindo-se e se negando a instalar uma CPI que é direito da população brasileira para saber tudo o que aconteceu em relação ao escândalo do Banco Master. Deveria ser obrigação da Câmara dos Deputados realizar essa investigação. Não vamos desistir”, declarou.

“Discordamos da decisão do ministro Zanin e vamos recorrer. O fato de o presidente da Câmara, Hugo Motta, não ter publicado até agora o requerimento de instalação da CPI do Banco Master e sequer ter dado resposta a uma questão formulada por nós há mais de um mês demonstra a omissão do presidente da Câmara dos Deputados, que tinha a obrigação de instalar a CPI do Banco Master”, afirmou Rollemberg.

O ministro Cristiano Zanin negou, nesta quinta-feira, o pedido para instalação de uma CPI na Câmara dos Deputados do Brasil que investigaria irregularidades envolvendo o Banco Master.

Na decisão, Zanin afirmou que não há provas de omissão institucional do presidente da Câmara, Hugo Motta, como alegou o deputado Rodrigo Rollemberg no pedido apresentado ao Supremo.

Segundo o ministro, os argumentos do parlamentar não comprovam, com o grau de certeza exigido, que Motta tenha resistido à instalação da comissão. Zanin também ressaltou que a decisão não impede que a Câmara venha a instaurar a CPI paralelamente às investigações que já tramitam no Supremo Tribunal Federal.

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