Política
Publicado em 10/08/2026, às 21h01 - Atualizado às 21h08 Anderson Ramos / BNEWS / Arquivo Davi Lemos
O deputado estadual Diego Castro (PL) reagiu às críticas feitas pelo candidato do PSOL ao governo da Bahia, Ronaldo Mansur, contra Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República. As declarações de Mansur ocorreram durante o debate promovido pela Band Bahia na noite deste domingo (9), quando o psolista abordou o enfrentamento à violência contra a mulher e associou falas atribuídas ao senador a comportamentos machistas.
Em resposta, Diego acusou Mansur de utilizar o debate estadual para atingir o candidato do PL ao Palácio do Planalto. “Quando faltam propostas para a Bahia, a esquerda recorre ao mesmo roteiro: atacar Bolsonaro e quem carrega esse sobrenome. Flávio não estava naquele debate, mas virou alvo porque hoje representa um projeto que tem o apoio de milhões de brasileiros e que incomoda a esquerda”, afirmou.
O parlamentar também rejeitou a associação entre Flávio e a violência contra as mulheres e argumentou que a discussão deve se concentrar em políticas de proteção às vítimas e segurança pública. “Violência contra a mulher é assunto sério e não pode ser transformado em instrumento de ataque eleitoral. Quem agride uma mulher tem que responder com o rigor da lei”, declarou. Segundo Diego, o debate deve tratar de formas de “garantir proteção, atendimento e segurança” às mulheres.
Diego ainda avaliou que o episódio demonstra a influência da disputa presidencial na campanha estadual e reafirmou seu apoio a Flávio. “Podem atacar à vontade. Nós não vamos recuar. Flávio tem coragem para enfrentar os problemas do país, defender a segurança pública e apresentar uma alternativa ao projeto que está no poder. É essa discussão que nós queremos fazer com a população”, disse.
Durante o debate, Mansur também direcionou críticas ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) e cobrou a ampliação da rede de atendimento às vítimas de violência na Bahia. O candidato do PSOL defendeu mais delegacias especializadas com funcionamento permanente e questionou a atual estrutura disponível no estado. “Não é admissível que um estado do tamanho da Bahia tenha apenas duas delegacias que funcionem 24 horas”, afirmou.
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