Política

Lindbergh aciona STF para anular investigação sobre suposta armação contra vice de Flávio

Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo
Lindbergh Farias pediu ao STF a anulação de investigação da Polícia Legislativa sobre suposta articulação para incriminar Alfredo Gaspar  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 10/08/2026, às 20h05 - Atualizado às 20h12



O deputado federal Lindbergh Farias (PT/RJ) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (10) para tentar suspender e anular uma investigação conduzida pela Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados sobre uma suposta articulação para incriminar o deputado Alfredo Gaspar (PL/AL) em uma acusação de estupro. Lindbergh nega envolvimento no episódio e também pede que sejam investigados eventual falso testemunho e possível pagamento ou promessa de recompensa relacionados ao depoimento do comerciante Luiz Antônio Lopes.

Ouvido pela Polícia Legislativa em abril, Lopes afirmou ter recebido R$ 16,5 mil, divididos em três transferências, para repassar a uma mulher que faria uma denúncia contra Gaspar. O comerciante também declarou ter participado de uma reunião virtual com a suposta presença de Lindbergh.

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O petista contesta as declarações, afirma que Lopes é seu desafeto político e sustenta que houve uma “produção unilateral de provas” contra ele. Segundo a defesa, o parlamentar não chegou a ser intimado ou ouvido durante o procedimento.

Na ação, Lindbergh argumenta que a Polícia Legislativa teria “usurpado a competência do STF” ao realizar diligências em uma investigação criminal que passou a envolver um deputado federal. A defesa também questiona a obtenção de dados cadastrais de dois números de telefone junto à operadora Claro e sustenta que a Polícia Legislativa não teria atribuição para exercer funções de polícia judiciária sobre fatos ocorridos fora das dependências da Câmara. O caso foi distribuído ao ministro Gilmar Mendes, e Lindbergh pede ainda que o material seja encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) para avaliar possíveis irregularidades.

A disputa teve início depois que Lindbergh e a senadora Soraya Thronicke (PSB/MS) apresentaram à Polícia Federal uma notícia-crime atribuindo a Gaspar a prática de estupro de vulnerável, afirmando terem recebido documentos sobre o caso, mas sem apresentar provas.

Gaspar reagiu com medidas judiciais contra os dois congressistas e divulgou um vídeo de uma jovem apontada na denúncia como filha da suposta vítima. Ela negou ser filha do parlamentar, afirmou que seu pai é primo de Gaspar e declarou ter nascido de uma “relação consensual”, apresentando ainda o que seria um exame de DNA para sustentar sua versão.

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