Política

Dino defende pluripartidarismo, mas avalia "fronteira" sobre assunto no Brasil

Ministro do STF classificou o pluripartidarismo como “essencial para a democracia”  |  Devid Santana/BNews

Publicado em 15/08/2025, às 16h06   Devid Santana/BNews   Daniel Serrano e Carolina Papa

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, afirmou que há uma “fronteira” ao falar sobre o pluripartidarismo no Brasil. O ministro aponta que ter mais de um partido na disputa por cargos eletivos é “essencial para a democracia”, mas avalia que o país vive um comportamento de “desejar exterminar quem pensa diferente”. 

“Nós precisamos distinguir o que é pluripartidarismo. [Ele é] essencial para a democracia. E o que é um combate sem regras, um combate sem ética, o que é uma confusão entre divergir e desejar exterminar quem pensa diferente? Eu acho que é essa a fronteira da questão primordial da democracia brasileira”, afirmou o ministro durante o Fórum Estadual de Logística, Infraestrutura e Transportes – Bahia Export 2025, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB). 

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“O pluripartidarismo é bom. É saudável que haja várias posições jurídicas, políticas e econômicas. A questão é quando isso se transforma em agressividade, para posturas irracionais que prejudicam a sociedade. Eu sempre torço, independentemente do lugar institucional que eu esteja, no Executivo, no Legislativo, agora no Judiciário, por essa ideia de harmonia, não no sentido de todo mundo concorda, mas no sentido de todo mundo conseguir conversar. Esse é o principal desafio do Brasil, não só na internet. A internet tem grande incidência sobre isso, mas, sobretudo, no jogo institucional”, acrescentou. 

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