Política
Publicado em 13/03/2025, às 15h43 Agência Brasil Redação Bnews
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, rebate críticas sobre a atuação da Corte no Brasil. Durante uma audiência pública sobre propostas do governo para o combate a queimadas na Amazônia e Pantanal, nesta quinta-feira (13), o magistrado afirmou que não vê “ninguém se jogando no chão e cortando os pulsos” sobre decisões da Justiça dos Estados Unidos (EUA) que interferem no mandato do presidente norte-americano Donald Trump.
“E não vejo ninguém se jogando no chão e cortando os pulsos. Aqui no Brasil, criou-se o termo jurídico ‘backlash’, mas eu cunhei em uma palestra a palavra ‘piti’, em que ‘backlash’ é o erudito e ‘piti’ é do popular”, disse Dino.
Durante a audiência, o ministro pontuou ainda que, desde que assumiu o cargo no Supremo, tem evitado participar de debates públicos. O ex-ministro destaca que deixa a função para advogados e representantes dos outros poderes.
“Sem nenhum juízo de valor, ordens executivas do presidente dos Estados Unidos são anuladas ou impedidas pelo Poder Judiciário daquele país”, acrescentou.
“Toda vez que o Poder Judiciário [do Brasil] é chamado a cumprir seu papel de interpretar uma norma pré-existente, parece [para as pessoas] que há uma usurpação de função. E quem pode fazer esse debate público? As senhoras e os senhores. Não é o Supremo. Nós ficamos, corretamente, sob permanente escrutínio. Apenas faço essa reflexão para dividir com os senhores”, finalizou.
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