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Direto de Brasília: Eduardo Bolsonaro detona descriminalização da maconha pelo STF: 'sociedade vai pagar com sangue'

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL/SP) conversou com o BNEWS nesta quarta-feira (26)  |  Lara Curcino / BNEWS

Publicado em 26/06/2024, às 19h46   Lara Curcino / BNEWS   Lara Curcino

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) detonou a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal, em conversa com o BNews nesta quarta-feira (26). 

A medida foi aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na terça (25), que definiu que portar até 40 gramas da droga não pode ser considerado crime. 

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Para Eduardo, os ministros da Corte não levaram em conta que a decisão vai aumentar a criminalidade, já que "andam em carro blindado" e com mais segurança do que a média da população.

"A criminalidade vai aumentar. Você não combate criminosos deixando eles mais à vontade. Se você olhar El Salvador, Nova York ou qualquer país de primeiro mundo, por que o brasileiro não vai para lá e faz e acontece? Porque ele vai ser preso [se fizer isso]. Aqui no Brasil não. Estupra, mata, sequestra e é solto. E agora mais uma decisão nesse sentido. Quando você permite o porte de maconha, o que é que vai acontecer? O traficante agora só vai andar com uma pequena quantidade de maconha no bolso. Se ele for flagrado com essa droga, ele vai falar que é para consumo pessoal. O que é que vai acontecer é que [os traficantes] vão ficar mais tempo vendendo, mais à vontade, vão se armar mais, depois vão assaltar mais, cometer mais latrocínios e assim por diante. É lamentável que a sociedade vá pagar essa conta com sangue. Mas não os ministros, que têm carro blindado, segurança e não vivem na mema sociedade que a maioria dos brasileiros", declarou Eduardo.

Tramita na Câmara dos Deputados a Proposta de Emenda à Constituição 45/2023, conhecida como PEC das Drogas, que criminaliza o porte e a posse de qualquer tipo de droga, em qualquer quantidade. O texto é de autoria do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e foi criado para dar uma resposta ao julgamento que acontece desde 2015 no STF e que chegou nesta terça (25) a uma definição. 

A PEC, que tem o poder de reverter a decisão do Supremo, foi aprovada na semana passada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e segue para uma Comissão Especial, onde também precisa ser aprovada antes de ir a Plenário.

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