Política
Publicado em 08/09/2026, às 23h43 - Atualizado às 23h51 Reprodução / Instagram Lara Curcino, direto de Brasília, e Davi Lemos
O presidente Lula (PT) não comentou nesta terça-feira (8) o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente concentrou seu discurso na agenda ambiental e fez críticas ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em referência à condução da política ambiental de seu antecessor, Lula afirmou que a preservação do meio ambiente é uma questão que vai além das disputas eleitorais. “Para nós, a questão do clima não é um discurso eleitoral, é uma questão de sobrevivência da espécie humana no planeta Terra”, declarou.
O presidente também criticou aqueles que, segundo ele, não dão importância à pauta ambiental e afirmou que políticas construídas ao longo de anos podem ser rapidamente desfeitas. “Para destruir, não precisa ter nenhuma reunião. É só um salafrário qualquer, que não gosta da questão ambiental, assumir o governo para destruir tudo o que está sendo feito”, afirmou. Lula também mencionou discursos do período do governo Bolsonaro ao defender que os eleitores não tenham “memória curta”.
A declaração ocorreu durante uma cerimônia realizada em alusão ao Dia da Amazônia. Na ocasião, Lula assinou decretos que criam quatro reservas ambientais no Amazonas e ampliam um parque nacional localizado no Piauí. O evento ocorreu no mesmo dia em que a decisão de Mendonça sobre o comando da PF provocou repercussão política e institucional em Brasília.
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