Política

Mendonça manda soltar ex-procurador do INSS preso por suspeita de desvios

Carlos Moura/Agência Senado
André Mendonça, do STF, decide pela soltura de Virgílio Ribeiro, ex-procurador do INSS, com uso de tornozeleira eletrônica  |   Bnews - Divulgação Carlos Moura/Agência Senado
Davi Lemos

por Davi Lemos

davi.lemos@bnews.com.br

Publicado em 08/09/2026, às 21h43



O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura de Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, ex-procurador do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que estava preso desde novembro do ano passado por determinação da Polícia Federal (PF), no âmbito das investigações sobre desvios envolvendo o instituto. A decisão estabelece o uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares. As informações são da CNN Brasil.

Mendonça também determinou que Samuel Bonfim, contador da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), passe a usar monitoramento eletrônico. Em outra medida, o ministro autorizou a retirada da tornozeleira de José Carlos Oliveira, ex-ministro da Previdência Social.

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Segundo as investigações da PF, Virgílio teria ratificado um entendimento técnico que permitiu o desbloqueio, em lote, de benefícios para a realização de descontos associativos solicitados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), uma das entidades investigadas no caso. O inquérito aponta ainda que Virgílio e sua esposa, Thaísa Hoffmann Jonasson, teriam adotado medidas para ocultar patrimônio mesmo após o início da Operação Sem Desconto.

De acordo com a investigação, o casal teria atuado de maneira coordenada para “neutralizar a eficácia das medidas judiciais”, por meio de estratégias de ocultação de bens e de ações que, segundo a PF, teriam dificultado a persecução penal. Virgílio havia sido afastado do INSS em abril do ano passado e, em outubro, prestou depoimento à CPMI do INSS, um mês antes de ser preso.

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