Política
Publicado em 01/07/2026, às 20h46 Henrique Brinco / BNEWS Henrique Brinco e Davi Lemos
O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT/BA) nesta quarta-feira (1º), durante a reinauguração do Teatro Castro Alves (TCA), em Salvador, ao comentar a operação da Polícia Federal que teve o parlamentar como alvo no âmbito da Operação Compliance Zero. Éden destacou que o partido recebeu a ação com sentimento de injustiça e lembrou que Wagner já foi alvo de uma investigação semelhante em 2018, que acabou sem indiciamento.
"É um momento de dificuldade, digamos assim, porque nós nos sentimos um tanto quanto injustiçados. A gente já passou por situação semelhante, coincidentemente ou não, em 2018. Também teve ação de busca e apreensão da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner e, naquele processo, a polícia sequer indiciou o senador. Ou seja, teve investigação, não encontraram nenhum fato, nenhuma prova contundente, nada que desabonasse a conduta do senador", afirmou.
O dirigente petista disse confiar que Wagner conseguirá comprovar novamente sua inocência e negou que o senador tenha atuado em favor do Banco Master, como é investigado pela Polícia Federal. "Como alguém que conhece o caráter e a retidão de Wagner, eu tenho certeza de que mais uma vez ele vai conseguir provar sua inocência, passar por essa chuva, provar que ele nunca fez nada em benefício do Banco Master. É o contrário. Qualquer um pode pesquisar as ações legislativas do senador, entrar no site do Senado. Aquilo que está previsto ali na ação da Polícia Federal, de emenda Master, de atuação em benefício do banco, é o contrário disso. A sua ação legislativa e parlamentar foi contra os interesses do banco, que montou um esquema no governo Bolsonaro, que cresceu no governo Bolsonaro, e foi o governo Lula que passou a investigar", declarou.
Apesar da defesa do senador, Éden afirmou que as investigações devem prosseguir e ressaltou que ninguém deve receber tratamento privilegiado. "Mas é claro, ninguém está acima da lei. Ele não quer proteção, ele só quer correção. Então que as investigações sigam, que a Justiça identifique aqueles que verdadeiramente têm culpa no cartório", concluiu.
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