Política

Após prisão, Câmara de Lauro de Freitas afasta presidente e nomeia substituto

Tiago Pacheco | Prefeitura de Lauro de Freitas
Bnews - Divulgação Tiago Pacheco | Prefeitura de Lauro de Freitas
Daniel Serrano

por Daniel Serrano

daniel.serrano@bnews.com.br

Publicado em 01/07/2026, às 20h04



A Câmara Municipal de Lauro de Freitas, cidade da Região Metropolitana de Salvador, decidiu transferir, de forma temporária e por tempo indeterminado, a presidência da Casa do então ocupante do cargo, João Raimundo Damacena dos Santos, popularmente conhecido como Juca, para o 1º vice-presidente do Legislativo, Almir Santos (REDE). 

A decisão foi publicada no Diário do Legislativo desta quarta-feira (1º), depois de uma reunião realizada no plenário da Câmara de Lauro de Freitas. 

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Durante a sessão realizada nesta quinta-feira (1º), o agora presidente do Legislativo, Almir Santos, disse que a decisão é uma resposta às cobranças feitas pela população de Lauro de Freitas. 

"Sabemos de tudo o que está acontecendo. Mas isso não nos dá o direito de julgar, condenar ou absolver. Para isso, existem as instituições legais para fazer o seu devido papel", disse o vereador. 

"A cidade precisava de uma resposta. Apesar de muita gente falar que a Câmara estava como um avião sem piloto, não [estar]. Nós estamos pilotando a partir do momento em que havia a necessidade, respeitando tudo e a todos", acrescentou. 

João Raimundo Damacena dos Santos, o Juca (PSDB), foi levado para a Casa da Mulher Brasileira, em Salvador, na última sexta-feira (26), por equipes da 13ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM). Ele teria enganado a companheira após o fim do relacionamento. 

No sábado (27), a prefeita Débora Regis (União Brasil) usou as redes sociais para defender que o caso seja investigado com rigor pelas autoridades. A chefe do Executivo de Lauro de Freitas destacou ainda que nenhuma agressão de gênero pode ser minimizada. 

Além da agressão à mulher, Juca pode responder a por outro crime. Um funcionário do bar onde o caso ocorreu registrou boletim de ocorrência contra o vereador alegando ter sido ameaçado de morte pelo edil.

No domingo (28), o juiz plantonista Marcelo de Almeida Costa, da 1ª Vara das Garantias de Salvador, decidiu pela manutenção da prisão preventiva de Juca. Na decisão, o magistrado disse que a vítima alterou, posteriormente, a versão sobre os fatos e negou as agressões, mas reiterou a gravidade dos fatos em função das provas e depoimentos coletados.

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