Política

Eduardo Cunha faz declaração bombástica sobre Dilma e Bolsonaro: “Não tenho dúvida disso”

Cunha acredita que a ascensão de Jair Bolsonaro está diretamente ligada ao afastamento da ex-presidente petista.  |  Arquivo MDB

Publicado em 08/06/2026, às 17h35 - Atualizado às 17h35   Arquivo MDB   Daniel Serrano

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (Republicanos), comentou sobre o processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) entre 2015 e 2016. Em entrevista ao site Metrópoles, o ex-parlamentar garantiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o bolsonarismo não teriam a força atual se a petista não tivesse sido afastada da Presidência da República. 

“Não é que o bolsonarismo surgiu por causa do que eu fiz, mas essas pessoas que hoje militam em cima não teriam aparecido. Se não tivesse existido o impeachment, Bolsonaro não teria sido eleito, não tenho nenhuma dúvida disso”, disse Cunha. 

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O ex-deputado disse ainda que a sucessão de Dilma por Michel Temer “produziu ganhos para o país” e também acabou criando as condições para que Bolsonaro se elegesse presidente. 

“Houve uma reversão de expectativas, e isso criou um clima para que viesse um Bolsonaro, não o bolsonarismo. O bolsonarismo é a ideologia de direita que estava esquecida naquele mundo. O Bolsonaro deu cara à ideologia de direita e, com isso, criou realmente a corrente do bolsonarismo, mas ele não teria preponderado se não tivesse vindo para o processo de impeachment”, afirmou.

Eduardo Cunha era o presidente da Câmara entre 2015 e 2016 e foi o responsável por conduzir o impeachment de Dilma após romper com o governo petista. 

Em meio ao afastamento da petista da Presidência da República, o ex-deputado era alvo da Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Lava Jato. Ele teve o mandato cassado em novembro de 2016 e ficou inelegível por oito anos. No entanto, a decisão foi revertida após Cunha obter liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Com isso, ele pôde disputar as eleições de 2022, quando não conseguiu se eleger. 

Após o resultado adverso, Eduardo Cunha mudou o domicílio eleitoral do Rio de Janeiro para Minas Gerais e pretende ser candidato à Câmara dos Deputados pelo estado mineiro no pleito deste ano.

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