Política

Eduardo diz que governo Trump mostrou a ele sanções antes de anúncio contradizendo Bolsonaro

Deputado e influenciador afirmam que tarifas foram discutidas antes do anúncio de Trump  |  Reprodução / Bruno Spada -Câmara dos Deputados e You Tube

Publicado em 22/07/2025, às 10h11   Reprodução / Bruno Spada -Câmara dos Deputados e You Tube   Yuri Pastori

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o influenciador Paulo Figueiredo revelaram, na última segunda-feira (21), que antes do presidente Donald Trump anunciar tarifas comerciais ao Brasil, o assunto foi discutido em reuniões que eles tiveram com autoridades do governo americano.

A versão contradiz o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que afirmou não ter qualquer relação com a tarifa. Eduardo e Figueiredo afirmaram que a possibilidade faz parte do “arsenal diplomático americano” que foi utilizada contra a Colômbia no início do ano. Inicialmente, eles defenderam que apenas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e outras autoridades brasileiras fossem sancionadas.

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No entanto, eles disseram apoiar a opção de Trump pela tarifa de 50% contra o Brasil. Figueiredo disse que a tarifa era “o último recurso de um longo processo”. Eduardo concordou com a cabeça. 

Quando essa opção [a imposição de tarifas] foi discutida com o deputado Eduardo Bolsonaro e nós, nós demos a nossa opinião. Na nossa opinião, esta medida não era a melhor a ser aplicada naquele momento. Nós advogamos na direção de sanções direcionadas aos agentes principais da ditadura”, disse o influenciador ao podcast Inteligência Ltda.

“A gente não imaginou que no início fosse decretada a tarifa. Mas como o Paulo bem falou, nós não somos o presidente dos Estados Unidos. Não temos o poder da caneta”, completou o filho do ex-presidente.

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