Política
Publicado em 28/09/2026, às 23h39 Reprodução / Youtube / Santo Flow Podcast Davi Lemos
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) comparou, nesta segunda-feira (28), a notícia falsa que o associou à retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida à facada sofrida por seu pai, Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral de 2018. A declaração foi feita durante participação no podcast católico SantoFlow, apresentado por Guto Azevedo.
“Eu posso considerar uma espécie de facada essa fake news em mim”, afirmou Flávio. Na sequência, ele relacionou a repercussão do boato ao episódio ocorrido com Jair Bolsonaro em Juiz de Fora (MG), durante a campanha presidencial de 2018. “Lá em Minas Gerais foi vítima de uma facada por um ex-integrante do PSOL, porque todo mundo estava vendo que ele já era presidente do Brasil”, declarou.
Flávio relatou que tomou conhecimento da informação enquanto estava em uma agenda em Minas Gerais, onde jogava futebol com o deputado federal Nikolas Ferreira. Segundo ele, ao entrar no vestiário, recebeu a notícia de que estaria defendendo a retirada do título de Nossa Senhora Aparecida. “Eu fiquei muito indignado”, disse. O candidato afirmou ter pedido à assessoria de imprensa que verificasse a informação porque, segundo ele, “não tem nem pé nem cabeça”.
O candidato voltou a negar que tenha participado de qualquer movimento ou apresentado proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. “Nunca tive movimento sobre isso, não existe projeto de lei sobre isso”, afirmou. A informação que circulou nas redes foi associada a um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado Victorio Galli e arquivado no ano seguinte, sem relação com Flávio Bolsonaro.
Nova ação
Flávio também afirmou que pretende apresentar uma ação contra os responsáveis pela disseminação do conteúdo. Segundo ele, sua equipe identificou uma rede de perfis que teria participado da propagação da informação e afirmou que alguns dos envolvidos estariam ligados ao governo. O candidato chamou o grupo de “liga da mentira do PT” e citou a primeira-dama Janja e a ex-ministra Simone Tebet como supostas protagonistas. Essas acusações foram apresentadas por Flávio durante a entrevista e não foram acompanhadas, nas declarações reproduzidas, de provas públicas.
A polêmica ganhou força nas redes sociais durante a reta final do primeiro turno. O Tribunal Superior Eleitoral chegou a determinar a remoção de publicações que apresentavam como verdadeira a informação de que Flávio pretendia retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Posteriormente, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, derrubou a decisão de André Mendonça em um caso específico, citando a liberdade de expressão.
A campanha de Flávio vem tentando conter a repercussão do episódio desde a semana passada. Em declaração anterior, o candidato já havia afirmado: “Isso é uma grande mentira, não tem pé nem cabeça, não existe esse projeto”. A CNN também registrou que não houve manifestação de Flávio defendendo a retirada do título antes da circulação das postagens.
Durante a entrevista ao SantoFlow, Flávio afirmou ainda que considera que a repercussão do caso teve relação com a disputa eleitoral e questionou a velocidade com que a informação se espalhou. “Como é que isso ganhou corpo, como é que isso foi propagado com tanta velocidade?”, perguntou.
Mensagens de Motta com Vorcaro citam 'sociedade' em negócio
Aninha Franco faz 'cumprimento especial' a Isidório durante passagem de deputado pela orla