Política

Empate técnico e suspense: A disputa voto a voto pela presidência do Peru

Analista aponta que o resultado reflete a divisão do país e a falta de uma força política hegemônica nas eleições peruanas  |  Reprodução / Vídeo @correiobraziliense

Publicado em 08/06/2026, às 08h01 - Atualizado às 08h02   Reprodução / Vídeo @correiobraziliense   Yuri Pastori

Com a votação do segundo turno encerrada na véspera e 90% das urnas apuradas, Keiko Fujimori, candidata de direita a presidente do Peru, tem 50,55% dos votos com ligeira vantagem sobre o adversário de esquerda, Roberto Sánchez, da legenda Juntos pelo Peru, que ficou atrás com 49,45%. Os números aumentam a incerteza sobre quem será o nono presidente do país em uma década.

"Este resultado traduz a divisão do país, mas revela também que nenhuma força política é hegemônica", disse à agência de notícias AFP o analista Paulo Vilca, do Instituto de Estudos Peruanos (IEP).

Conforme noticiou a Band, os primeiros votos contabilizados são, em sua maioria, nas grandes cidades, onde Fujimori, do partido Força Popular, tende a ser a favorita dos eleitores.

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Sánchez tem maior apoio nas zonas rurais. Os votos nessas regiões costumam ser apurados por último, junto com os votos do exterior. Esses últimos tendem a ser mais favoráveis para a candidata de direita.

O primeiro-turno da eleição presidencial no país contou com 35 candidatos no dia 12 de abril. Keiko terminou na liderança com 17,1% dos votos. Sánchez ficou em segundo lugar com 12%. 

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