Política

Empresário dono da “Picanha do Bolsonaro” é acusado de ameaçar e dar calote em mulher trans

Acompanhante manteve relações com o empresário que, após a relação foi ameaçada pelo empresário amigo de Bolsonaro  |  Reprodução/redes sociais

Publicado em 10/07/2026, às 15h09   Reprodução/redes sociais   Redação Bnews

Uma mulher trans que atua como garota de programa acusa o empresário goiano Leandro Batista Nóbrega de transfobia, ameaças e calote de R$500 após um programa que fizeram. O caso ocorreu no dia 15 de junho, quando ela, após o calote e as ameaças, procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), onde prestou queixa.

O empresário é dono do Frigorífico Goiás, que ficou famoso por ser responsável pela “Pinha do Bolsonaro”. Leandro é próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro e do pré-candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL), além de outras lideranças da direita.

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Conforme registrado no boletim de ocorrência, a garota de programa já havia sido procurada pelo empresário em 2024, voltando a entrar em contato em maio deste ano. Após alguns contatos, o empresário foi até o apartamento da acompanhante por volta das 13h, onde permaneceu até às 1h10

“A declarante diz que fez o atendimento de Leandro (serviços de ordem sexual). Leandro não ficou contente, pois queria ser passivo, e a declarante disse que não fazia ativo. Leandro foi tomar banho e, quando voltou do banheiro, ela percebeu que aquele homem era do Frigorífico Goiás”, diz um trecho do B.O.

Após a relação sexual, a mulher reconheceu o empresário e questionou as publicações de teor transfóbico feitas por ele e estar contratando uma mulher trans para um programa. A conversa logo evoluiu para uma discussão, o que teria assustado a declarante que começou a filmar ameaçando expor ele.

Após o desentendimento, Leandro ofereceu dinheiro para que o vídeo não fosse divulgado, mas a garota de programa alegou que recusou a proposta e afirmou que jamais pediu dinheiro para manter silêncio. Ela disse ainda que o empresário passou a acusá-la de extorsão e fez ameaças.

“A declarante esclarece que, em nenhum momento, pediu dinheiro para não expor Leandro. Leandro ameaçou a declarante dizendo: ‘Eu tenho dinheiro. Eu mando fazer o que eu quiser com você'”, declarou.

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