Política

Entidade de tiro esportivo, bancada por emenda de Mário Frias, é acusada de fraude

Associação Nacional Rifle recebeu R$1 milhão de recursos públicos destinados por Mário Frias  |  Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Publicado em 16/09/2026, às 17h33   Bruno Spada/Câmara dos Deputados   Héber Araújo

O Ministério do Esporte está investigando a execução de emendas parlamentares enviadas pelo ex-ator e deputado federal Mário Frias (PL-SP) e pelo também parlamentar Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP). A investigação apura suposta irregularidade no pagamento dos recursos  a uma associação de tiro esportivo.

A Associação Nacional Rifle (ANR), conforme revelou o Metrópoles, pagou cerca de R$920 mil a empresas que têm ligações societárias com o presidente da entidade, o que é irregular. De acordo com registros, a ANR recebeu cerca de R$1 milhão, após firmar um termo de fomento com o Ministério do Esporte, a fim de incentivar e desenvolver o esporte.

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Conforme a pasta, caso seja constatada qualquer irregularidade, a entidade de tiro esportivo, e seus responsáveis, podem sofrer responsabilização civil e criminal. O ministério ainda apontou que qualquer irregularidade será encaminhada para o Ministério Público e para a Polícia Federal, para melhor apuração do caso.

“Caso as irregularidades sejam confirmadas, o Ministério adotará as medidas administrativas cabíveis, incluindo a glosa das despesas, a devolução dos recursos, a reprovação das contas e a instauração de Tomada de Contas Especial”, diz um trecho do comunicado.

Após receber os recursos públicos, cerca de 90% foi destinado à contratação de empresas ligadas a Rafael Buscariol Zampaulo, presidente da ANR. A empresa Company Thzt Security LTDA. recebeu R$527 mil enquanto o Clube de Tiro Desportivo Red Neck LTDA. recebeu R$392 mil. Zampaulo é descrito como sócio-administrador, segundo registros da Receita Federal.

Notas fiscais reveladas pelo Metrópoles revelam que foram gastos R$200 mil na compra de 10 máquinas lançadoras automáticas e R$62,4 mil na compra de óculos de proteção balística. Também a gastos de R$90 mil em munições e R$110 mil em diárias de estandes de tiro, além de R$45 mil para alugar 10 espingardas.

Em nota, o deputado Luiz Phelippe afirmou que as indicações que fez ocorreram de forma transparente e seguindo os critérios técnicos. O comunicado aponta ainda que, ao saber das informações, o político cobrará explicações do Ministério do Esporte sobre as possíveis irregularidades. Já Mário Frias não se manifestou.

Vinicius Loures/ Câmara dos Deputados
Luiz Phelippe de Orleans e Bragança - Michel de Jesus/Ag. Câmara

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