Política
Publicado em 22/10/2026, às 19h29 Reprodução / Youtube Davi Lemos
A ex-deputada federal Joice Hasselmann afirmou nesta quinta-feira (22), durante entrevista ao programa Se Liga Bocão, da Rádio Baiana FM, que decidiu apoiar Lula (PT) na disputa presidencial de 2026 para, segundo ela, defender a democracia e impedir uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL). Apesar de se definir como uma mulher de direita e manter críticas ao petista, a ex-parlamentar disse que considera necessário se posicionar diante do cenário eleitoral.
“Entre a democracia e a barbárie, eu vou ficar com a democracia, porque na democracia eu posso debater ideias diferentes. Numa ditadura, não”, declarou Joice. Ela reconheceu que a decisão foi difícil devido ao histórico de confrontos políticos e ideológicos com Lula e o PT. “Foi uma das decisões mais difíceis que eu tomei, justamente porque eu tenho esse enfrentamento com o Lula”, afirmou.
A ex-deputada ressaltou que o apoio ao petista não significa concordância integral com o governo. “Quando eu falo de Lula, eu continuo tendo, sim, muitas críticas ao governo. Tem coisas que eu concordo também. Não é porque eu sou de direita que eu não vou concordar com coisas do governo Lula”, disse.
Joice também afirmou que pretende manter sua identidade política e defendeu que outros eleitores conservadores se posicionem contra Flávio Bolsonaro. “É preciso, nesse momento, lutar pela democracia do Brasil. Não é o Lula que precisa disso, é o Brasil que precisa disso. Sou eu que preciso disso. São meus filhos que precisam disso, são os meus futuros netos que precisam disso”, declarou.
Ao explicar a natureza de sua decisão, a ex-parlamentar afirmou que o apoio não representa uma aproximação pessoal com Lula, mas uma escolha baseada em sua avaliação do cenário político. “Eu acho que o Lula precisa chegar no meu... Eu não vou dizer no coração, porque Lula não chegou no meu coração. Lula chegou na minha mente”, afirmou. Em seguida, completou: “É uma decisão não emocional, é uma decisão muito racional, que eu levei muitos dias maturando”.
A ex-deputada também indicou que seu apoio não significa um alinhamento permanente com o PT. Segundo ela, poderá voltar a fazer oposição ao presidente após a eleição. “Eu inclusive disse no meu vídeo, eu falei: ‘Olha, gente, 25 voto Lula. Já 26, pode ser que eu volte a ser oposição. Agora é uma oposição de ideias’”, afirmou, em referência ao pleito de 2026.
Joice justificou o apoio ao petista com o argumento de que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro poderia colocar em risco as liberdades democráticas. “Não de que Lula é a melhor pessoa do mundo, não. Mas que Flávio é realmente o terror para esse Brasil e a gente pode perder as nossas liberdades, todas”, declarou.
Ao final, a ex-parlamentar defendeu que pessoas de direita que compartilham de suas preocupações se manifestem publicamente a favor de Lula. Ela citou o combate ao que classificou como golpe, barbárie e tortura como razões para sua decisão eleitoral.
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