Política
Publicado em 13/10/2026, às 16h45 Reprodução/Redes sociais Sophia Souza
A deputada federal Erika Hilton (PSOL) usou as redes sociais, nesta terça-feira (13), para se pronunciar após a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de suspender o canal no WhatsApp 'Exército do Lula'.
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Segundo a deputada, não há provas de que o canal seja utilizado para disseminar fake news e declarou apoio ao deputado federal André Janones (REDE), responsável por criar o canal no WhatsApp.
"O ministro Kassio Nunes Marques, mais uma vez, manda derrubar o exército do Lula no WhatsApp, sem prova nenhuma de fake news ou qualquer tipo de ato ilícito. É um verdadeiro escândalo e a gente não vai aceitar. Que o deputado Janones vá pra cima dessa decisão esdrúxula, conte conosco para que o ‘Exército do Lula' volte ao ar", declarou.
Erika Hilton também comparou o canal de mobilização em prol da reeleição do presidente Lula (PT) com o do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).
"Precisamos falar pra todo mundo que o presidente do TSE tá derrubando o canal de apoio ao nosso presidente Lula, enquanto o canal do Flávio Bolsonaro tá lá, livre, postando mentiras, usando imagem feitas por inteligência artificial, farsas eleitorais e uma série de crimes sendo praticados com o silêncio do TSE", disse.
Além de expressar indignação perante a decisão do presidente do TSE, Erika Hilton também falou sobre a votação pelo fim da escala 6x1 e criticou os adversários por fingirem apoiar a proposta.
"E a gente não vai cair na armadilha dessa gente que agora tá dando declaração que diz que é favorável ao fim da escala seis por um [...] Nós sabemos quais são as posições dele quando se trata do direito dos trabalhadores. E nós sabemos que o fim da escala 6x1 ainda não foi votado por conta deles", afirmou.
A campanha de Flávio Bolsonaro questionou o uso da ferramenta e afirmou que o canal propagava conteúdos de desinformação durante o período eleitoral.
Ministros do TSE ainda acabaram manifestando divergências em tomadas de decisões sobre o canal, o que fez o presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, exigir a regularização formal da ferramenta e ordenar a suspensão das atividades até que o canal estivesse devidamente registrado.
Assim, a campanha do presidente Lula oficializou, nesta terça-feira (13), o registro do endereço eletrônico do canal do WhatsApp conhecido como "Exército do Lula" no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).