Política

"Estamos criando uma geração de imprestáveis", diz Romeu Zema sobre programas sociais

Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, afirmou que vai mudar a forma de acesso aos programas sociais  |  Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

Publicado em 22/06/2026, às 20h06   Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo   Redação Bnews

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta segunda-feira (22), durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, que pretende reformular as regras de acesso aos programas sociais do governo federal. Segundo ele, pessoas que recusarem oportunidades de emprego formal ou qualificação profissional não deveriam continuar recebendo benefícios. “Muitos aqui devem estar enfrentado dificuldades para contratar mão de obra. Para mim, quem teve duas ou três ofertas de emprego formal, negou, não quer fazer curso, não deve receber benefício social”, declarou, sendo aplaudido por empresários presentes.

Zema avaliou que o atual modelo de assistência social estaria formando uma “geração de imprestáveis”, situação que, segundo ele, estaria sendo transmitida “de pai para filho”. Após a palestra, o pré-candidato afirmou a jornalistas que estuda criar um incentivo financeiro, de cerca de R$ 5 mil, para beneficiários que ingressem no mercado formal de trabalho, além de estabelecer exigências adicionais para que homens continuem aptos a receber determinados programas. A proposta, disse, busca “incentivar as pessoas a terem autonomia e independência”.

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O pré-candidato também defendeu reformas administrativa e previdenciária, maior rigor no combate à criminalidade e a privatização de empresas estatais. “Não existe vaca sagrada quando se trata de estatal [...] No Brasil, vou privatizar tudo também”, afirmou. Sobre o debate em torno do fim da escala 6x1, declarou apoiar uma alternativa à CLT baseada no pagamento por horas trabalhadas, argumentando que parte dos trabalhadores prefere permanecer na informalidade para manter benefícios governamentais.

Questionado sobre o impacto eleitoral de propostas consideradas impopulares, Zema disse não se preocupar em ser um presidente “de um mandato só”, desde que consiga implementar as mudanças que considera necessárias. Ele também afirmou que candidatos de direita devem seguir caminhos próprios no primeiro turno e se unir em eventual segundo turno, além de sustentar suas críticas anteriores a Flávio Bolsonaro: “As críticas que fiz estão feitas. Não mudo em nada que fiz”.

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