Política
Publicado em 14/07/2026, às 07h25 Divulgação Rebeca Santos
Zilu Camargo foi notificada a devolver R$ 734 mil ao Tesouro Nacional em razão de gastos eleitorais irregulares durante a campanha para vereadora nas eleições de 2024.
De acordo com o relatório da Justiça Eleitoral, Zilu apresentou fora do prazo o relatório financeiro de uma doação de R$ 550 mil.
A candidatura também deixou de entregar o contrato de contratação de uma empresa de marketing político no valor de R$ 316 mil. A Justiça considerou irregular uma despesa de R$ 100 mil paga a uma prestadora de serviços pela ausência de documento comprobatório.
Todas as despesas questionadas foram pagas com recursos do fundo especial de financiamento de campanha. Ainda cabe recurso à decisão.
Nos autos do processo, o advogado da candidata argumenta que, em relação à doação não declarada , mencionada na petição como R$ 500 mil , ocorreu um “erro cuja consequência formal jamais poderia beirar a desaprovação, posto que não se abalou a confiabilidade das contas apresentadas”.
A defesa sustenta ainda que a ausência de assinatura no contrato com a empresa de marketing configura falha meramente formal e informa que foram apresentados documentos complementares antes da sentença.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) foi a favor da rejeição das contas, sustentando que a “candidata, embora intimada, não sanou irregularidades estruturais relacionadas ao atraso na entrega de relatórios financeiros, omissão de receitas, gastos irregulares com recursos públicos e ausência de documentos necessários para comprovação das despesas”.