Política

Ex-presidente reage à sanção dos EUA contra Moraes: "Não podemos correr atrás de um doido"

O governo dos EUA aplicou a Lei Magnitsky contra Moraes, alegando violação de direitos humanos e corrupção em suas ações.  |  Reprodução / STF

Publicado em 31/07/2025, às 11h20 - Atualizado às 11h20   Reprodução / STF   Daniel Serrano

O ex-presidente José Sarney saiu em defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que foi sancionado pelo governo dos Estados Unidos na última quarta-feira (30).

Durante discurso em um evento no Tribunal de Justiça do Maranhão, Sarney disse que não podemos "correr atrás de um doido" e defendeu que "a cidadania e a liberdade do Brasil" estejam asseguradas. O ex-presidente ainda classificou as medidas do governo dos EUA como "coisas absolutamente inacreditáveis".

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"Não podemos correr atrás de um doido, devemos ficar mantendo a crença no regime democrático, deve ser defendido pela Justiça e por todos nós para que esses 40 anos [de democracia] se multipliquem numa função eterna, permanente e sempre esteja assegurando a cidadania e a liberdade do Brasil", disse o ex-presidente.

"Eu, pessoalmente, quero apresentar minha solidariedade à Justiça na pessoa do ministro Alexandre de Moraes pelas injustiças que ele está sofrendo e que são coisas absolutamente inacreditáveis que nós vivenciamos", emendou.

A nova sanção de Trump a Moraes

O governo dos Estados Unidos aplicou na última quarta-feira (30) a Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes. A legislação é usada para impor sanções econômicas a acusados de corrupção ou graves violações de direitos humanos.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, divulgou um comunicado justificando a aplicação da lei. Segundo o documento, Moraes "assumiu a responsabilidade de ser juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas americanas e brasileiras”.

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