Política

Exército adota “tolerância zero” e proíbe atos perto de quartéis durante julgamento de Bolsonaro

O julgamento de Bolsonaro é considerado sensível para as Forças Armadas, que buscam separar ações individuais de militares de suas instituições.  |  Antônio Cruz/Agência Brasil

Publicado em 01/09/2025, às 08h21 - Atualizado às 08h21   Antônio Cruz/Agência Brasil   Daniel Serrano

O Exército não vai permitir qualquer tipo de aglomeração ou ato próximo de unidades militares durante o julgamento do núcleo crucial da trama golpista, que inicia nesta terça-feira (2). As informações são da CNN Brasil. 

De acordo com a publicação, a ordem aos comandos de área é de tolerância zero com eventuais manifestações.

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Além do julgamento, o Exército também está preocupado com as manifestações convocadas para o 7 de setembro, que vão acontecer em meio à análise do caso na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

O Comando Militar do Planalto (CMP) e a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal têm se reunido para discutir a segurança durante o 7 de Setembro e ao longo do período do julgamento.

Oficiais acreditam que não deverão acontecer atos no entorno dos quartéis. Entre os motivos para a não realização de atos nas proximidades das unidades militares é o posicionamento do Alto Comando do Exército, apontado durante as investigações da trama golpista, de rechaçar  a ideia de um plano de golpe para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder. 

No entanto, o julgamento é encarado como "sensível" para as Forças Armadas pela quantidade de militares acusados de tentar dar um golpe de Estado. Apesar disso, oficiais vêm repetindo o discurso do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, de que é "preciso separar o CPF do CNPJ". Em outras palavras, punir maus militares e preservar as instituições.

Entre os militares que serão julgados nesta etapa estão Bolsonaro, que é capitão do Exército; o tenente-coronel Mauro Cid, delator da trama; e três generais de quatro estrelas: Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira (ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil). Além do almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha.

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