Política
Publicado em 10/08/2026, às 18h01 Reprodução / redes sociais @nelsonwilians Héber Araújo
Um dos maiores escritórios de advocacia do país se encontra no banco dos réus após entrar na mira de investigações da Polícia Federal. Entre as acusações contra a Nelson Wilians Advogados estão fraudes do INSS, transações financeiras atípicas e sonegação fiscal. A sociedade de advogados se apresenta como uma das maiores bancadas do país, reunindo mais de 1.100 advogados associados, atuando em diversas partes do país, tendo mais de 657 mil processos ativos.
O escritório já em crise pelas investigações da PF se viu e mais um problema por causa de uma ação de despejo por falta de pagamento de seis empresas e um imóvel ocupados pelo escritório.
Conforme os autos da ordem de despejo, o escritório que possui clientes famosos está sendo cobrado em alugueis e IPTU atrasados, que somam R$150 mil. Segundo comunicado publicado pela sociedade de advogados, a investigação provocou uma perda de contratos e redução do fluxo de caixa, o que também levou a uma incapacidade de manter em dia compromissos locatícios.
O escritório estava localizado no Centro Empresarial das Nações Unidas, em São Paulo, cujo valor do aluguel é de R$38 mil. Segundo o proprietário do imóvel, o Nelson Wilians Advogados deixou de pagar os meses de setembro e dezembro de 2025 e janeiro e fevereiro de 2026. Na ação o proprietário pede a rescisão do contrato.
Em 20 de julho deste ano, o escritório concordou em rescindir o contrato e devolver o espaço ocupado, que fica no 17º andar do empresarial. No acordo, também ficou decidido que a sociedade irá pagar as verbas pendentes. Entretanto, o site do escritório apontou ainda que o funcionamento em São Paulo ainda ocorre nos andares 7º e 25 do mesmo prédio.
Em desdobramentos sobre o caso, revelados pela revista Veja, documentos judiciais revelaram que uma segunda ação de despejo contra o escritório foi aberta, desta vez em Campinas. O processo tramita na 9ª Vara Cível de Campinas.
A ação foi protocolada pela Galícia Desenvolvimento Imobiliário e Gran Floridian Empreendimentos e Participações que, em agosto de 2025, assinou contratos de locação com o escritório com duração de cinco anos. No contrato ficou acordado que os primeiros alugueis deveriam ser pagos apenas em outubro, após um período de carência, entretanto nem o primeiro aluguel chegou a ser pago.
Nesse caso, a dívida estaria em R$180 mil por aluguéis atrasados, despesas do condomínio e IPTU.