Política

Farra bilionária no INSS: Dinheiro de aposentados bancou mansões, imóveis de luxo e viagens

O ex-procurador do INSS e empresários são investigados por aquisições incompatíveis com seus rendimentos declarados.  |  PF

Publicado em 05/05/2025, às 07h46 - Atualizado às 07h52   PF   Redação Bnews

A Polícia Federal (PF) identificou a compra de pelo menos 47 imóveis, avaliados em R$ 35 milhões, em um esquema suspeito de desviar verbas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) entre 2018 e 2025. A investigação aponta que o dinheiro teria sido obtido por meio de descontos indevidos nos benefícios de mais de 1,3 milhão de aposentados e pensionistas, com valores repassados à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), que arrecadou mais de R$ 2 bilhões durante o período. As informações são do Uol.

Entre os alvos da operação estão dirigentes da Contag, empresários e ex-integrantes do INSS. A empresa Orleans Viagens, ligada a dois investigados, foi usada para adquirir salas comerciais, imóveis residenciais e veículos, em valores considerados incompatíveis com seu faturamento. Um dos diretores da confederação, Alberto Ercílio Broch, comprou um apartamento de R$ 1,6 milhão em Brasília. Outras dirigentes da entidade também aparecem como beneficiárias de imóveis de alto padrão.

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O ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Antonio Ribeiro de Oliveira Filho, é apontado como comprador de quatro imóveis entre 2020 e 2023, avaliados em R$ 4,6 milhões. A esposa dele, Thaisa Hoffmann, também adquiriu imóveis por meio de empresas em seu nome. Já o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, comprou uma casa de R$ 3 milhões à vista, além de usar uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas para adquirir outros imóveis de luxo, totalizando R$ 11 milhões.

Apesar do volume de bens e das suspeitas, a Justiça Federal ainda não autorizou o sequestro dos imóveis. Segundo o juiz responsável, não há indícios suficientes de que os bens foram adquiridos com recursos de origem ilícita. As investigações seguem em andamento e devem aprofundar a origem dos repasses e a atuação de cada um dos envolvidos.

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