Política
Publicado em 18/04/2026, às 14h40 Reprodução/TV Globo Thiago Teixeira
O governador do Rio de Janeiro em exercício, o desembargador Ricardo Couto, já exonerou 492 servidores comissionados — cargos sem concurso — das secretarias da Casa Civil e de Governo, duas das principais estruturas ligadas ao Palácio Guanabara, em menos de um mês que assumiu a gestão estadual interinamente no dia 24 de março de 2026.
Uma nova lista de exonerados do Governo do Rio de Janeiro foi publicada neste sábado (18) com mais 33 nomes exonerados, todos da Secretaria de Governo. Os alvos das medidas são diversos servidores que perderam eleições para vereador em municípios pequenos e foram designadas para trabalhar em locais distantes de onde moram.
De acordo com o g1, o plano de reestruturação é mais amplo. Levantamento interno indica que as duas pastas somam cerca de 4 mil servidores. A previsão é cortar aproximadamente 40% desse total, o equivalente a cerca de 1,6 mil cargos.
Parte das exonerações mira funcionários que não estariam em atividade, conhecidos como "fantasmas". A estimativa do governo é economizar cerca de R$ 10 milhões por mês com as medidas. O plano também prevê mudanças na estrutura administrativa. Uma das medidas é a recriação da Subsecretaria-Geral, vinculada à Casa Civil.
O Governo do Rio sofre uma de suas piores crises estruturais. Ricardo Couto, até então presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), assumiu o a cadeira da gestão estadual de maneira interina um dia após o ex-governador Claudio Castro (PL) oficializar, no dia 23 de março, sua renúncia ao posto de chefe do Executivo Estadual.
O substituto direto do governador, o vice-governador Thiago Pampolha (MDB), abdicou do posto para assumir o cargo de conselheiro no Tribunal de Contas do Rio (TCE-RJ). Já o terceiro na linha sucessória, o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), o deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil) está preso.
Dessa forma, a responsabilidade de assumir o governo "caiu no colo" do quarto nome na linha sucessória, o presidente do TJ-RJ — mesmo o o magistrado já tendo declarado que não teria interesse no posto à frente da gestão estadual.