Política

Crise política pode deixar Rio de Janeiro sem governador; entenda

Tomaz Silva/Agência Brasil
Governador Cláudio Castro pode renunciar e não haverá substitutos para assumir gestão  |   Bnews - Divulgação Tomaz Silva/Agência Brasil
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 20/03/2026, às 19h58



Rumores sobre a possível renúncia do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), na próxima segunda-feira (23) tem causado apreensão na política do Rio de Janeiro. A tensão é causada pelo fato do estado fluminense não ter um substituto para o cargo do executivo estadual.

A linha sucessória ao executivo do estado do Rio foi comprometida por questões políticas e judiciais que vem ocorrendo.

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Claúdio Castro é réu em um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pré-candidato ao senado. Sua renúncia, além de focada na eleição ao Senado, também busca uma sobrevivência política, para retardar o julgamento, previsto para ser iniciado na terça-feira (24), além de evitar uma condenação que o deixe inelegível.

Assim, o primeiro nome, que deveria assumir após a renúncia de Castro deveria ser o vice, Thiago Pampolha (MDB). No entanto, o emedebista renunciou a posição como braço direito do governador após ser eleito como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).

No caso da vice estar impossibilitada de assumir o posto, o presidente da Assembleia Legislativa assumirá interinamente, até que o novo governador seja escolhido. Porém, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União) está preso.

O parlamentar é acusado de vazar informações sigilosas de operações para o grupo criminoso Comando Vermelho (CV). A prisão dele foi determinada já no final de 2025, mas ele foi liberado usando uma tornozeleira eletrônica, mas segue afastado do cargo. O primeiro vice na Alerj,  Guilherme Delaroli (PL), segue presidindo a Casa Legislativa em caráter provisório.

O último na linha de sucessão seria o desembargador que preside o Tribunal de Justiça do Estado. No caso do Rio de Janeiro, seria o desembargador Ricardo Couto de Castro. Porém, o magistrado já afirmou que não tem interesse em assumir o governo estadual, nem por um período temporário.

Dessa forma, há a possibilidade de que o Rio de Janeiro fique com um vácuo político, que pode causar crises na saúde pública e na segurança, devido a descoordenação da administração.

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