Política
por Héber Araújo
Publicado em 20/03/2026, às 19h58
Rumores sobre a possível renúncia do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), na próxima segunda-feira (23) tem causado apreensão na política do Rio de Janeiro. A tensão é causada pelo fato do estado fluminense não ter um substituto para o cargo do executivo estadual.
A linha sucessória ao executivo do estado do Rio foi comprometida por questões políticas e judiciais que vem ocorrendo.
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Claúdio Castro é réu em um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pré-candidato ao senado. Sua renúncia, além de focada na eleição ao Senado, também busca uma sobrevivência política, para retardar o julgamento, previsto para ser iniciado na terça-feira (24), além de evitar uma condenação que o deixe inelegível.
Assim, o primeiro nome, que deveria assumir após a renúncia de Castro deveria ser o vice, Thiago Pampolha (MDB). No entanto, o emedebista renunciou a posição como braço direito do governador após ser eleito como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
No caso da vice estar impossibilitada de assumir o posto, o presidente da Assembleia Legislativa assumirá interinamente, até que o novo governador seja escolhido. Porém, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União) está preso.
O parlamentar é acusado de vazar informações sigilosas de operações para o grupo criminoso Comando Vermelho (CV). A prisão dele foi determinada já no final de 2025, mas ele foi liberado usando uma tornozeleira eletrônica, mas segue afastado do cargo. O primeiro vice na Alerj, Guilherme Delaroli (PL), segue presidindo a Casa Legislativa em caráter provisório.
O último na linha de sucessão seria o desembargador que preside o Tribunal de Justiça do Estado. No caso do Rio de Janeiro, seria o desembargador Ricardo Couto de Castro. Porém, o magistrado já afirmou que não tem interesse em assumir o governo estadual, nem por um período temporário.
Dessa forma, há a possibilidade de que o Rio de Janeiro fique com um vácuo político, que pode causar crises na saúde pública e na segurança, devido a descoordenação da administração.
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