Política

Fernando Haddad revela que teve carro abordado de forma “ostensiva e intimidadora” por PMs

Segundo Haddad, seu motorista foi perseguido por 40 minutos após ter sido deixado em casa  |  Rovena Rosa/Agência Brasil

Publicado em 12/08/2026, às 15h39   Rovena Rosa/Agência Brasil   Héber Araújo

O ex-ministro da Fazendo e candidato a governador de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse ter sido abordado por Policiais Militares (PMs) que estavam armados com fuzis em uma suposta tentativa de intimidação. Segundo revelou nesta quarta-feira (12), a situação ocorreu na terça (11), quando chegava em casa com seu veículo.

Segundo Haddad, o caso ocorreu após deixar a um evento na Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, no centro da capital, por volta das 22h30 quando o veículo onde estava foi abordado pelos PMs. Conforme relatou, a ação dos PMs foi “ostensiva e intimidatória” e afirmou que irá procurar a Secretaria de Segurança Puública de São Paulo (SSP) sobre a situação.

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“Achei um episódio relativamente normal, acontece de você estar fazendo uma ronda. Mas o meu carro, depois que me deixou em casa, foi acompanhado por essa viatura da polícia durante muito tempo, de forma um pouco ostensiva e intimidador”, disse.

Ainda conforme o relato do petista, após o motorista deixá-lo em casa, o carro foi seguido por algum tempo. O funcionário estacionou em frente a um hotel e, após sair do local, viu a viatura e foi questionar os agentes o motivo da perseguição, mas a resposta dos PMs foi para ele “vazar”. Segundo o advogado de Haddad, o caso demorou uns 40 minutos.

“Quero crer que possa ter havido alguma confusão. Mas o meu motorista ficou muito assustado pela maneira como isso aconteceu”, completou o ex-ministro.

“Eu entrei em casa e não estava minimamente preocupado com isso, mas o motorista depois relatou a mim e ao doutor Hélio Silveira, meu advogado. Estamos levando as informações para o governo do estado, para as autoridades competentes, para saber o que aconteceu. Pode ter sido coincidência, pode ter sido confusão, mas tem que haver no mínimo uma apuração”, concluiu.

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