Política
Publicado em 15/12/2025, às 08h53 Reprodução Rebeca Santos
O fiscal municipal Márcio José Gomes morreu após ser baleado por um policial militar durante uma abordagem em Rio Claro, no interior de São Paulo.
O caso revelou um histórico criminal dele nos registros da Justiça. Antes do confronto que resultou em sua morte, Márcio tinha sido indiciado por participar de um roubo planejado contra a casa de um vereador da cidade, em dezembro de 2019.
Segundo documentos do processo judicial, obtidos pelo Metrópoles, o fiscal foi apontado como parte de um grupo criminoso que organizou e deu apoio logístico ao assalto à residência do vereador André Luís de Godoy, que na época era presidente da Câmara Municipal de Rio Claro.
O crime foi feito para parecer uma operação policial de verdade. Cinco homens, que ainda não foram identificados, chegaram ao prédio da vítima fingindo ser policiais federais.
Eles usavam roupas parecidas com as da PF, estavam bem armados e dirigiam um carro utilitário com adesivos para imitar uma viatura oficial.
O porteiro do prédio foi obrigado a abrir a entrada sob ameaça de ser preso. Dentro do apartamento, o vereador, a companheira dele e o porteiro foram rendidos, algemados e acusados falsamente de corrupção.
Enquanto vigiavam as vítimas, os criminosos revistaram o local e levaram R$ 5.650 em dinheiro, celulares e joias. Antes de escapar, ainda pediram que as vítimas esperassem a chegada da imprensa, para manter a falsa ideia de que era uma ação policial legítima.
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