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Política

Flávio Bolsonaro admite não ter provas de fraude eleitoral, mas questiona resultado da eleição

Em entrevista, Flávio Bolsonaro afirma não ter provas de fraude, mas levanta dúvidas sobre a reeleição de Lula nas eleições presidenciais.  |  Campanha de Flávio/Dovulgação

Publicado em 06/11/2026, às 20h04   Campanha de Flávio/Dovulgação   Davi Lemos

O senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) afirmou, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, concedida nesta quinta-feira (5), em Miami, que não possui provas de fraude nas eleições presidenciais de 2026, mas questionou a legitimidade do resultado que reelegeu Lula (PT).

Segundo ele, nem o presidente nem a oposição poderiam assegurar com 100% de certeza quem venceu a disputa. A declaração contrasta com a posição do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que afirmou ter "absoluta segurança do processo eleitoral".

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Flávio também anunciou que o PL pretende pedir a cassação da chapa Lula-Alckmin por suposto abuso de poder econômico. A ação deverá questionar medidas adotadas ou anunciadas pelo governo durante a campanha, como mudanças no Bolsa Família, o Pé-de-Meia Universitário e a promessa de pagamento de R$ 5 mil a microempreendedores individuais (MEIs).

O senador sustenta que o país não vive uma democracia plena e acusa instituições, incluindo o TSE, de estarem sob influência do governo.

Ao justificar sua permanência nos Estados Unidos, o parlamentar afirmou que deixou o Brasil para "não legitimar processo ditatorial comandado pelo [ministro do STF] Alexandre de Moraes". Na entrevista, também voltou a defender o voto impresso e acusou o governo petista de ter um projeto "comunista". Flávio evitou, porém, explicar como organizou sua saída do país ou quem teria ajudado a financiá-la.

O senador disse que vive atualmente de reservas financeiras, ainda não definiu em qual estado americano pretende morar com a família e afirmou que gostaria de estar no Brasil. Apesar disso, declarou que não pretende "cometer o mesmo erro" do pai, Jair Bolsonaro, que retornou ao país em 2023, após passar três meses nos Estados Unidos, e acabou preso pouco mais de dois anos depois.

Questionado sobre a possibilidade de disputar a Presidência em 2030, Flávio afirmou que todos têm direito de apresentar uma candidatura, em referência ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Disse que também poderá entrar na disputa caso tenha o apoio do PL, mas ressaltou que, se Jair Bolsonaro recuperar seus direitos políticos, o ex-presidente será o candidato do grupo.

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TagsAlexandre de Moraeseleiçõesflávio bolsonaroKassio Nunes MarquesLula

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