Política
Publicado em 07/11/2026, às 20h14 Reprodução Eduardo Costa
O candidato derrotado à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), concedeu uma entrevista ao jornal norte-americano, The Washington Post, onde comentou sobre as eleições no Brasil.
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Divulgada neste sábado (7), Flávio disse na entrevista que foi acolhido nos Estados Unidos porque o presidente Donald Trump está “convencido de que o Brasil não é mais uma democracia plena”.
O parlamentar se recusou novamente a dar detalhes sobre como foi sua fuga do Brasil, afirmando que “ainda é muito cedo para fazer quaisquer decisões definitivas, mas obviamente o que eu preciso fazer agora é colocar em ordem a minha situação de imigrante e, bem, pensar sobre o que eu vou fazer.”
Na publicação, o jornal dos EUA diz que Flávio “está em um país onde fala muito pouco da língua”, o inglês, que toda a experiência que tem vivido no pós-eleição, da qual “alega irregularidades sem apresentar provas”, tem sido “um choque físico e mental”.
Além disso, o Post trata os problemas de Flávio com a Justiça como “uma investigação sobre uma suposta lavagem de dinheiro” e afirma que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes é “um adversário de longa data da família Bolsonaro".
Ainda segundo o jornal dos EUA, um “funcionário de alto escalão do governo brasileiro” afirmou, em condição de anonimato, que “a polícia está investigando se uma rede de agentes de EUA, Argentina e Israel ajudou Bolsonaro em sua saída” e que “um ex-agente do Mossad foi visto acompanhando a van que levava Bolsonaro à fronteira com a Argentina”.
A mesma fonte assegurou ao jornal norte-americano que a polícia tem “zero chance” de capturá-lo enquanto estiver nos EUA.
Além disso, a reportagem cita que amigos e aliados políticos de Flávio estariam criticando suas atitudes de forma privada. Um deles teria chamado Flávio de “fraco” e dito que sua fuga “foi a pior coisa que poderia ter feito”.
“Desde a derrota, Bolsonaro tem repetidamente afirmado que a eleição foi roubada, lamentando o quão difícil é auditar o sistema eleitoral brasileiro — geralmente considerado uma referência na política latino-americana, trazendo os resultados em questão de horas após a votação, sob o olhar de observadores internacionais”, afirma a reportagem.
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