Entretenimento
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 07/11/2026, às 20h10
O show gratuito de Natanzinho Lima em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, foi cancelado neste sábado (7) após a Polícia Militar identificar irregularidades nas condições de segurança do evento.
A apresentação, que aconteceria no Campo do Palmeirinha, também seria palco da gravação de uma nova edição do projeto audiovisual “Na Favela”.
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Segundo o 16º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano, a fiscalização encontrou problemas que impediam a realização do evento com segurança.
Entre as falhas apontadas estavam saídas de emergência inadequadas, falta de garantias para uma evacuação segura em caso de necessidade e uma equipe de segurança privada considerada insuficiente para o porte da apresentação e a quantidade de pessoas esperadas.
A corporação também informou que os organizadores não atendiam às exigências da Prefeitura de São Paulo nem às normas de prevenção contra incêndios e de resposta a emergências estabelecidas pelo Corpo de Bombeiros.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, a produção de Natanzinho confirmou o adiamento da gravação e afirmou que a repercussão do evento superou as expectativas, provocando um fluxo de pessoas maior do que o previsto inicialmente.
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A equipe justificou a decisão pela necessidade de garantir a integridade do público e pediu desculpas aos fãs que haviam se programado para acompanhar a apresentação. Uma nova data deverá ser anunciada posteriormente.
Os questionamentos sobre a realização do show começaram antes mesmo do sábado. O 16º Batalhão havia solicitado informações à Subprefeitura do Campo Limpo sobre as autorizações concedidas, a estimativa de público, o planejamento de segurança e a organização do trânsito na região.
Em documento encaminhado ao Ministério Público de São Paulo na quinta-feira (5), a Polícia Militar demonstrou preocupação com a estrutura necessária para receber a quantidade de pessoas esperada.
As estimativas mencionadas pela corporação apontavam público superior a 15 mil pessoas, com possibilidade de chegar a 50 mil.
A PM também informou que não havia recebido comunicação prévia dos organizadores nem solicitação formal de apoio policial para a apresentação. Entre os documentos cobrados estavam alvarás, autorizações do Corpo de Bombeiros e o planejamento de segurança.
A apresentação em Paraisópolis daria continuidade ao projeto “Na Favela”, criado por Natanzinho Lima para realizar gravações audiovisuais em comunidades brasileiras. A primeira edição aconteceu em agosto, no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.
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