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Política

Flávio Bolsonaro já tem nomes cotados para ministérios; veja quem pode assumir cada pasta

Aliados do senador discutem possíveis indicações para um eventual governo, com nomes ligados ao centrão, à economia e à segurança pública  |  Charles Vieira/Campanha de Flávio Bolsonaro

Publicado em 24/10/2026, às 06h55   Charles Vieira/Campanha de Flávio Bolsonaro   Redação Bnews

Com o segundo turno das eleições presidenciais marcado para domingo (25), aliados do candidato Flávio Bolsonaro (Partido Liberal, PL) discutem possíveis nomes para os ministérios caso o senador seja eleito presidente da República.

As articulações incluem políticos que apoiaram sua candidatura, técnicos ligados à economia e representantes de diferentes setores, enquanto a equipe do candidato afirma oficialmente que não está negociando indicações, segundo levantamento do Uol.

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O único nome que Flávio já convidou para assumir uma pasta é o do médico oftalmologista Cláudio Lottenberg, do hospital Albert Einstein, para comandar o Ministério da Saúde. As demais indicações ainda são tratadas nos bastidores e precisam considerar a participação de partidos do centrão, como Republicanos, União Brasil, Progressistas e Podemos, que passaram a apoiar o senador após o primeiro turno.

O candidato também prometeu reduzir o número de ministérios. Atualmente, o governo federal possui 38 pastas, o que pode limitar o espaço disponível para acomodar os aliados.

Quem pode assumir os ministérios?
Segurança Pública

O senador eleito por São Paulo Guilherme Derrite (Progressistas, PP) é o nome mais citado para comandar o Ministério da Segurança Pública, que poderá ser recriado. Ex-secretário de Segurança Pública do governo paulista, ele é conhecido por defender políticas de linha dura na área.

Outro cotado é o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (Partido Social Democrático, PSD), que concorreu à Presidência e declarou apoio a Flávio após ficar em quarto lugar no primeiro turno. Durante o anúncio do apoio, o senador elogiou as políticas de segurança pública implementadas por Caiado, chamado de “ministro” pela plateia presente.

Educação

Para o Ministério da Educação, Flávio e seus aliados procuram alguém com experiência no setor público e alinhamento político com o grupo. Entre os nomes mencionados está Renato Feder, secretário estadual de Educação de São Paulo, além de outros dirigentes da área na região Sul.

Feder já havia recebido um convite para integrar o governo de Jair Bolsonaro. Na época, quando era secretário no Paraná, ele recusou a proposta depois que seu nome enfrentou resistência de setores ideológicos do bolsonarismo. A pasta acabou sendo ocupada pelo pastor presbiteriano Milton Ribeiro, exonerado após a divulgação de um áudio em que dizia priorizar verbas para prefeituras ligadas a dois pastores. Meses depois, Ribeiro foi preso preventivamente.

Prosperidade e programas sociais

A economista Daniella Marques, que atua como braço-direito de Flávio na campanha e chegou a ser convidada para ocupar a vice-presidência na chapa, é cotada para comandar o futuro Ministério da Prosperidade.

A proposta é concentrar nessa pasta programas sociais, seguindo uma estrutura semelhante à do atual Ministério do Desenvolvimento Social.

Relações Exteriores

A senadora Tereza Cristina (PP de Mato Grosso do Sul) também é cotada para assumir um ministério. Uma das possibilidades é o comando das Relações Exteriores.

Ex-ministra da Agricultura e aliada importante na aproximação de Flávio com o centrão durante o segundo turno, Tereza participou de articulações internacionais em 2025, durante a crise do tarifaço. Na ocasião, viajou aos Estados Unidos para conversar com parlamentares americanos e diferentes representantes econômicos e políticos, em uma tentativa de amenizar a crise.

A escolha para o Itamaraty, porém, envolve interesses dentro da própria família Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro demonstrou interesse pela área, mas Flávio afirmou que o irmão, ex-deputado federal, não ocupará o cargo. Com isso, Tereza Cristina ganhou força nas especulações sobre o futuro comando da pasta.

Agricultura

Flávio já declarou que pretende entregar o Ministério da Agricultura a um nome indicado pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O deputado Pedro Lupion (PP do Paraná), atual presidente do grupo, é o mais cotado nos bastidores.

Fazenda

Para o Ministério da Fazenda, dois nomes aparecem entre os mais prováveis: Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, e Marcelo Kayath.

Campos Neto é considerado uma pessoa de confiança da família Bolsonaro. Kayath, por sua vez, teria contribuído para aproximar Flávio de representantes do mercado financeiro da região da Faria Lima, em São Paulo.

Energia

Na área energética, os nomes mais citados são Adriano Pires e Adolfo Sachsida. Ambos participaram da elaboração do programa de governo do senador e são considerados possíveis opções para o Ministério de Minas e Energia ou para a presidência da Petrobras.

Quem são os cotados para comandar a Polícia Federal?

A escolha para a direção-geral da Polícia Federal (PF) também entrou nas conversas entre aliados de Flávio. Quatro nomes são mencionados nas articulações: Marcelo Bertolucci, que trabalha no gabinete do senador no Congresso; Rolando Alexandre de Souza, ex-diretor da corporação e próximo de Alexandre Ramagem; Rodrigo Bartolomei, ex-superintendente da PF em São Paulo; e Thiago Marcantonio, delegado que atua no gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Outra possibilidade discutida é indicar alguém ligado a Guilherme Derrite. Até o momento, porém, as articulações para definir o comando da corporação não foram concluídas.

Classificação Indicativa: Livre


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