☰
✕

Política

Flávio Bolsonaro votou contra proibir incentivo a turismo sexual

Flávio foi o único parlamentar a votar contra o projeto  |  Agência Senado

Publicado em 21/10/2026, às 14h00   Agência Senado   Redação Bnews

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) votou contra um projeto de lei de combate à exploração da imagem feminina e o incentivo ao turismo sexual no Rio de Janeiro.

Em 2005 e 2006, quando era deputado estadual, Flávio votou contra a proibição de cartões-postais sexualizados e, posteriormente, contra a aplicação de multas a estabelecimentos que comercializassem esse material.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

As informações foram divulgadas inicialmente pela jornalista Carol Pires, em sua newsletter, no último domingo (18) e republicado pelo site ICL Notícias.

A primeira proposta foi apresentada em 2005 pela então deputada Alice Tamborindeguy. O texto proibia a venda e a exposição de cartões-postais que utilizassem imagens de mulheres com pouca roupa, inseridas artificialmente em fotografias de pontos turísticos.

A medida buscava impedir que a imagem das brasileiras fosse utilizada para promover o Rio de Janeiro como destino de turismo sexual, além de contribuir para o enfrentamento da exploração sexual de meninas e mulheres.

Flávio Bolsonaro foi o único deputado a votar contra a proibição. Ao justificar sua posição, reconheceu que os cartões poderiam transmitir a imagem de que o Brasil era um país associado à prostituição, mas defendeu a utilização da beleza feminina como atrativo turístico.

“Gostaria de registrar o voto contrário porque creio que apesar de, em alguns casos, esse tipo de cartão-postal que é enviado para fora do Brasil, normalmente é utilizado de maneira errada, de vender uma falsa idéia ou verdadeira, melhor dizendo, de que o Brasil é um país da prostituição, que tem mulheres em abundância vendendo seus ‘trabalhos’”, afirmou.

Mas acho também que existe o lado, não há como negar, que a mulher brasileira é a mais bonita deste planeta. Não se pode negar que a beleza do nosso Estado, em especial do Rio de Janeiro, também figure como cartão-postal por respeito à mulher brasileira, a mulher carioca, que é a mais bonita não só do Brasil como do mundo”, acrescentou.

A proposta foi aprovada e transformada na Lei Estadual nº 4.642, sancionada em novembro de 2005.

Flávio votou contra punição

Em 20026, Alice Tamborindeguy apresentou uma nova proposta para estabelecer multas a gráficas, bancas de jornal, lojas de lembranças, quiosques e outros estabelecimentos que descumprissem a proibição.

Mais uma vez, Flávio Bolsonaro foi o único a se posicionar contra a medida. O parlamentar criticou a iniciativa e classificou as mulheres brasileiras como parte do patrimônio turístico nacional.

Com todo o respeito à Sra. Deputada Alice Tamborindeguy, sou contra. Acho que não tem que haver esse tipo de restrição. Acho que a mulher brasileira também é um patrimônio turístico do nosso país, é uma beleza do nosso Estado, principalmente a mulher carioca”, declarou.

“Agora, vamos penalizar os donos de bancas de jornais, aplicando multas de até 1.000 UFIRs, porque estão vendendo um cartão postal que pode ser de outro modo interpretado”, continuou.

A legislação passou a prever multas de 500 UFIR-RJ para estabelecimentos infratores, com aumento para 1.000 UFIR-RJ em caso de reincidência. Em 2009, uma nova alteração determinou que os recursos arrecadados fossem destinados à Fundação para a Infância e Adolescência do Estado do Rio de Janeiro. A lei permanece em vigor.

Classificação Indicativa: Livre


Tagsexploraçãofemininaflávio bolsonaromulheresmultasRio de Janeiroprojeto de leiturismo sexual