Política

Flávio comenta homenagem a Adriano da Nóbrega: “Não posso ser responsabilizado pelo que a pessoa se transforma”

O candidato à presidência afirmou que Adriano da Nóbrega era um policial exemplar na época da homenagem  |  Reprodução / TV Globo

Publicado em 28/08/2026, às 23h33   Reprodução / TV Globo   Davi Lemos

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi questionado nesta sexta-feira (28), durante sabatina na TV Globo, sobre a homenagem que concedeu, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro, ao ex-policial militar Adriano da Nóbrega, posteriormente acusado de chefiar um grupo de matadores. O senador também respondeu sobre a contratação de familiares do ex-PM para seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Flávio afirmou que a homenagem ocorreu há mais de duas décadas, quando, segundo ele, Adriano ainda era reconhecido por sua atuação policial e não havia acusações contra o então integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). “Eu conheci ele dentro do Bope, Batalhão de elite da Polícia Militar do Rio de Janeiro, não tinha feito absolutamente nada de errado, não tinha nada contra ele nesta época”, declarou.

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O candidato disse ainda que sua atuação parlamentar era marcada pela defesa de policiais que considerava injustamente acusados e sustentou que Adriano havia sido preso por um homicídio decorrente de uma troca de tiros. “Ele estava sendo falsamente acusado de ter cometido homicídio e na verdade foi uma troca de tiros com o traficante, depois ficou comprovado que ele tinha trocado tiros com estes traficantes. E ele foi absolvido”, afirmou. Segundo Flávio, a homenagem não teria sido direcionada exclusivamente ao policial, mas à guarnição envolvida no episódio.

Questionado sobre as acusações que posteriormente passaram a pesar contra Adriano, Flávio argumentou que elas surgiram anos depois e que não poderia ser responsabilizado pela trajetória posterior do ex-PM. “Isso foi bem depois, eu não posso ser responsabilizado pelo que a pessoa se transforma depois de 5, 10, 15, 20 anos. Vamos combinar que não está no meu controle isso”, disse.

Durante a entrevista, Flávio também foi confrontado sobre a presença de familiares de Adriano em seu antigo gabinete na Alerj. Ao ser perguntado por que havia empregado parentes de um homem apontado como matador de aluguel, o candidato rebateu a caracterização. “Ele não era isso. Ele era um policial exemplar que estava sendo preso injustamente. Foi quando eu conheci os familiares dele”, afirmou.

Flávio disse que a mãe de Adriano participava de movimentos de defesa de policiais e atuava na interlocução entre essas famílias e seu gabinete. “Ela fazia essa intermediação das demandas das famílias de policiais militares com o meu gabinete. Trabalhava direitinho, sem problema nenhum”, declarou. O candidato voltou a sustentar que, naquele período, Adriano estava preso injustamente e ressaltou que o ex-PM acabou absolvido da acusação que motivara aquela prisão.

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